Crônica: A procura

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Mais um ano se passa e nenhum resultado para minhas buscas. Uma busca incansável e quase impossível em que só ou posso procurar. Nem o Google nem ninguém pra me ajudar. Algo que só eu posso encontrar, até porque, apenas eu sei exatamente qual o objetivo. 

É aquele sorriso sincero. Alegria em apenas receber uma SMS no meio da noite, ao invés de ficar louca de raiva. Borboletas no estômago. A luz no fim do túnel. Cabelos desarrumados pra eu poder bagunçar. Uma mão que segure e minha quando eu precisar de apoio, e pra eu poder segurar firme quando eu tiver que apoiar. Gestos simples, pequenos detalhes, grandes alegrias. Também não podemos esquecer a parte ruim de tudo isso: algumas desilusões, algumas decepções. Coisas inevitáveis, ás vezes pequenas e aparentemente bobas, mas que no futuro são as que mais machucam. Palavras presas na garganta, a decepção do "e se", a vontade que ninguém matou. Mas nessas coisas, mesmo que importantes, a gente nunca pensa. Ninguém pensa nas consequências quando procura esse tipo de coisa. Sentir algo a mais por alguém, um alguém que é algo a mais pra você e não pensar que você pode não passar de um a mais pra esse alguém. 

E essa busca está atrelada com outras também, as buscas da vida. Gargalhadas gostosas por alguma besteira qualquer. Tardes de qualquer dia na semana tentando assistir um filme com os amigos e no final ninguém saber de nada dele porque estava ocupado de mais sendo feliz. Correr muito, ficar cansada, com sede e com calor, e beber aquele copo de água gelada que passa pela sua garganta dando aquela sensação de prazer poucas vezes presenciada na vida. Essas coisas pequenas, os pequenos prazeres da vida que a tornam melhor. E essa todas essas buscas, feitas de muitas maneiras e nem sempre certas e por objetivos talvez errados, juntas nada mais são do que a eterna busca pela felicidade. 

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