Crônica: Ah, querida solidão

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Mais um dia se passa, e mais uma vez, me sinto completamente ignorada. Ignorada pelos "amigos", ignorada pela sorte, ignorada pela vida, ignorada por você. Passo as (intermináveis) horas remoendo meu sofrimento internamente, tendo que aturar você e seu completo desinteresse pela minha dor enquanto oferece toda a sua atenção a outro alguém. Que talvez nem mereça tanta honra. Mas não sei do que estou reclamando. Você nem ao menos sabe o que estou sentindo. E não sou eu que vou dizer. Na verdade ninguém sabe, ninguém percebe, e acima de tudo, ninguém quer saber. Mas é sempre assim, no fim, nesse mundão tão grande e cheio de gente, você nasce sozinho e morre do mesmo jeito. E o pior é ás vezes parece que é só comigo. Parece que todo mundo tem a quem recorrer, um ombro pra chorar, alguém pra amar. Que a soma de tudo isso da em um número impar. E sabe quem sobra no final? Eu. Mas é claro que nem todo mundo se sente assim, sozinho. Ela por exemplo, como pode se sentir solitária com você ao seu lado? Ela tem sua companhia. Não só isso, ela tem o teu sorriso, o seu tempo, carinho e a sua proteção. Ah, e também tem o seu coração. Imagina o resto? Ela acha que não tem nada, mas na verdade tem tudo nas mãos. Tudo o que eu queria ter, o que falta em mim pra eu me sentir completa. Mas quem sabe não seja eu que te completa. Afinal, ela combina muito mais com você do que eu. Dever ser seu tipo de garota. Talvez o problema seja comigo mesmo. Acho que não sou o tipo de garota de ninguém. 

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