Crônica: Perdida

12:46


Caminhando devagar pela rua da vida esperando te encontrar a cada esquina. Ah, como eu queria achar jogado em uma dessas latas de lixo algum mapa que me levasse até você. Por enquanto tento achar o caminho certo dentro desse labirinto de sentimentos que eu me enfio cada dia. Sombrio, sufocante. Quanto mais eu caminho mais distante me parece. Começo a andar mais depressa, parece que a ansiedade em encontrar algo me faz querer adiantar ainda mais as coisas. Pena que sou péssima correndo, não posso aumentar um pouco a velocidade e já tropeço. Mas a verdade é que se você quiser ir rápido de mais com as coisas, acaba atropelando algo. E na pressa no fim só vem a decepção. Andando de vagar é que se pode prestar atenção nos detalhes. Não quero correr, assim não posso sentir o aroma das flores. Procuro entre eles algum que me lembre o teu. O vento frio vem e bate, eu me abraço lembrando do seu. Cadê essa maldita dessa luz no fim do túnel? E esse labirinto não tem fim não? Me sinto perdida dando voltas no mesmo lugar. Sinto que para achar você, primeiro eu preciso me achar. Tentar levar a vida em um ritmo devagar. Sem atropelos, sem ansiedade, sem expectativas, sem decepções.

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