Crônica: Noites de insônia

20:51




A lua já está no ponto mais alto da noite. Os carros já não fazem mais barulho nas ruas. Pouco a pouco as luzes dos prédios vão sendo apagadas, e as crianças sendo postas para dormir. Computadores estão sendo desligados. Portas estão sendo trancadas. Janelas estão sendo fechadas. A cidade está a adormecer, e cá estou eu, embarcando em mais uma noite monótona e melancólica de insônia. Mil e uma coisas me vêm a cabeça, e a cada minuto que passa, mais pareço despertar.

Uma... Duas... Três e meia da manhã. Levanto, na esperança de encontrar algo para passar o tempo. Nada, pra variar. Vou até a cozinha e preparo um chá, quem sabe se assim não durmo.

Novamente, nada de sono. Mas, ao menos o chá causa aquele efeito calmante, que tranquiliza a agonia daquele que assim como eu, madruga. Leio um livro. Vago sem rumo dentro de casa. Te escrevo uma carta. Largo na metade, como sempre, não sei como terminar. Cinco da manhã.

Oras, aonde foi parar o maldito sono?! Volto a deitar. Viro e reviro na cama. Acabo por deixar os pensamentos vagarem noite a fora. Penso em tudo e em todos. Penso neles, e nos outros também. Lembro do ontem, imagino o amanhã e reflito sobre o agora. Como de costume, penso em você também. Repasso mentalmente os compromissos da manhã seguinte. Café da manhã, lavanderia, biblioteca, almoço na casa de meus primos.

Seis horas. Logo tenho que sair. Levanto. Me banho. Me arrumo. E saio. Como de rotina, como qualquer besteira em uma lanchonete de esquina qualquer, praguejando sobre as enormes olheiras em meus olhos. E sigo em frente, cumprindo meus deveres, como em qualquer manhã normal depois de uma noite de insônia.

Postado por: Bárbara Andrade

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2 comentários

  1. Achei que só eu tinha essa sensação. Parabéns pelo texto!

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    1. *-* obrigada! Haha' poxa, pois é, eu tenho direto isso, não consigo dormir e tal kkk

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