Crônica: Por que?

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Eu não entendo o porquê, era para ser algo momentâneo e você decidiu prolongar. Até aí tudo bem, mas sabe, toda ação tem uma consequência, você mesmo dizia. Mas parece que você só leva em conta a teórica…

Eu achava incrível e ao mesmo tempo perigosa a maneira que nos dávamos bem. Sim, era perigosa, mas quando algo é tão incrível assim, quem é que leva em consideração o perigo? Sim, eu não levei o perigo em consideração. Deixei as coisas acontecerem, lembro-me bem o que eu disse naquela noite ‘dane-se tudo’. Foi o que eu disse e assim fiz.

Joguei-me nessa relação incerta, e simplesmente foi maravilhoso, intenso… mas foi assim enquanto durou.

Agora estou aqui, jogada na minha cama, tentando abafar o choro no meio desses travesseiros, apenas para ninguém saber da minha dor. E só o que consigo é pensar é, por que?

Porque você tem esse efeito sobre mim? Porque eu sou capaz de largar coisas que me fazem bem, apenas para poder estar ao seu lado? Por que depois de tudo juntos, você ainda tem a coragem de me dizer que não vai mais voltar para mim? Por que me entreguei a alguém como você?

Alguém totalmente errado, foi o que escolhi quando eu tinha alguém certo em minhas mãos, alguém que apesar das dificuldades me ama. Aos poucos vai ecoando na minha mente gritos de ”por que?” e os ecos não findam. Isso está me deixando inquieta, triste… 

Acho que alguns em minha situação gostariam de voltar no tempo, mas eu não quero isso, já quis, mas agora tudo que eu queria é que o tempo parasse. Parasse para que eu pensasse… A respeito de tudo, pois me encontro despedaçada neste momento, despeçada por escolha própria, pois eu sei que poderia ter evitado, agora só resta-me decidir. Decidir se irei lutar por você, ou, lutar por mim mesma. 

Esther Aragão 


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