Crônica: O encontro

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Aquele velho conhecido frio na barriga. Passo meu batom favorito e treino alguns sorrisos. Visto aquela roupa que passei horas escolhendo e me perguntando se você iria gostar. Coloco o perfume que rodei a cidade procurando só porque você disse, em uma rede social qualquer, que aquela era sua fragrância preferida. Saio de casa e por alguma razão noto aquelas lindas flores tímidas no jardim do vizinho. E como o céu do fim de tarde era colorido. Como vento frio batendo no meu rosto me fazia bem. Como você me fazia bem. Finalmente, depois de tanto tempo esperando por aquele momento, sem nenhum amigo por perto para atrapalhar, sem nenhum monitor para interromper nossas conversas como no corredor, sem nada que pudesse impedir aquele momento de ser perfeito. 

Chego no local marcado e meus olhos correm entre as pessoas tentando te localizar. Você me trata com carinho, como sempre. Mas logo esse comportamento vai passando. Nos sentamos, conversamos, e então as coisas começam a sair do planejamento. Eu digo que gosto de ficar em casa, você fala que adora sair. Eu falo sobre como eu gosto das músicas de antigamente, e você me interrompe alegando que os hists do verão são os melhores. Eu digo que meus livros são meus tesouros, e você fala que Harry Potter é uma bobagem. A gota d'água. Suspiro pensando que não podia ficar pior. Como eu me iludo fácil. 

Você faz questão de falar com todas as garotas que passam e elas me olham de cima a baixo, avaliando, rindo. Seus amigos chegam, sentam-se na mesa e você esquece que eu existo. O mais descarado me olha de lado e da uma piscadela. Você parece nem notar. Eu reviro os olhos e tomo um gole da minha coca-cola. Eles se vão, você fica, mas parece que seus pensamentos se foram com eles. Você reclama da cor do meu batom, não nota o meu perfume e diz que estou muito vulgar. A noite termina, você anuncia que vai para casa e ainda diz que me liga no dia seguinte. Anoto mentalmente para trocar de número. Assim como o perfume, as companhias e acima de tudo: o coração.

Tenho postado pouco não é? Desculpem-me, nem sei como escrevi esse texto (que nem é dos melhores), mas é que eu sinceramente ando passando por um certo bloqueio criativo. E essas criaturas não postam, ai fica complicado. Vou rever a equipe do blog, fazer as mudanças necessárias e chamar mais gente. Não se preocupem, não vamos parar, é que a coisa complica depois de quase 4 meses de blog (éeeeee, quase 4!!).


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