Guerras

15:12


Sei que para muitos é um assunto chato, mas estou um uma imensa vontade de falar, então me aturem porque o blog é meu e nele eu escrevo sobre o que eu quiser #rebelds

Ultimamente o assunto Guerras tem sido bastante frequente em minha vida. Vejo noticiários na TV falando sobre isso, estudo guerras na escola, faço trabalhos tendo que ler um livro sobre guerra (Anne Frank, terminei!), assisto palestra sobre sobreviventes de guerras. E ainda tenho que lidar com a violência cotidiana. Ontem mesmo tarde da noite eu, a prima e a afilhada da minha mãe e meu pai estávamos na cozinha conversando e esperando o celular tocar, aflitos, porque na casa de trás da de um parente nosso estavam três ladrões com um refém. Eu escovei os dentes antes de dormir ouvindo as viaturas passarem pela avenida próxima. Muitas viaturas. Infelizmente posso ouvir o barulho da rua, isso significa ouvir viaturas, pneus freando bruscamente no asfalto e até mesmo batidas nas noites silenciosas. Fico tão tocada e chocada com essas coisas. Tenho medo de sair na rua e algo de ruim me acontecer. Imaginem numa realidade de guerra, em que o perigo constante em que vivemos se multiplicaria por dez.

Eu vejo os ataques aos Estados Unidos e lembro do ataque terrorista de 11 de setembro. Fico com pena das pessoas inocentes que estão morrendo nesses conflitos e ataques. Mas também lembro que a maior parte das guerras atualmente ocorrendo no mundo tem dedo dos americanos no meio. A Coreia do Norte tem armamento nuclear e concordo que essas armas devem ser destruídas, já que com a experiencia da 2° Guerra sabemos o quando é devastador esse tipo de bomba. Com a quantidade de armas nucleares que existem no mundo hoje, é quase certo que ele acabasse com uma 3° Guerra (que não acho que venha a acontecer, pelo menos não nessa década). Mas a Coreia não é o único país com essas armas, sabemos que existem muitas outras potencias. Os Estados Unidos é uma, por exemplo. E uma grande potencia em vários tipos de armamentos também. 

Ontem meu professor de história levou as turmas dos nonos anos para uma palestra com um dos ex-combatentes da FEB (forçar expedicionária brasileira) que lutou, se não me engano na Itália, durante a Segunda Guerra. Sabe-se que Natal foi um grande ponto nesse evento, figuras importantes visitaram esse finzinho de mundo, porque éramos o "trampolim da vitória". Em outras palavras, eramos uma base com ponto estratégico para Europa. E ainda vários brasileiros foram mandados para Europa para lutar, assim como o Souza, o senhor que nos deu a palestra. Ele falou dos terrores de um conflito, das dificuldades durante e depois, de como era terrível, sangrento. Vários trabalhadores do campo foram tirados de seus trabalhos comuns para segurar armas pela primeira vez. Ver pessoas morrendo o tempo todo a sua volta. Perder amigos. O Souza disse que tem pesadelos com isso até hoje. Hoje, a aula de história foi um pedaço de 10 minutos de um filme que retratava o dia D. Dez minutos ouvindo sons de tiros, tudo banhado de sangue, pessoas explodindo e cenas terríveis. E ontem, quando terminei Anne Frank, percebi o sofrimento das pessoas que ficam confinadas tentando fugir e suportar esses períodos. A tensão. 

Sabe, tudo isso que venho vendo ultimamente eu estou pegando como lição. Ver os horrores da violência, as desgraças. Acho que a história serve pra nos ensinar sobre conquistas e principalmente sobre erros que não devem ser repetidos duas vezes. Então, porque sou uma iludida que ainda acredita nas pessoas, espero que elas lutem até o fim. Mas lutem pela paz.

Eu nem sei se algumas partes fizeram muito sentido, eu apenas escrevi. Mas acho que da pra entender a mensagem.

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