Crônica: Chuva de lembranças

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O céu azul está sendo tomado por nuvens cinzentas e o sol forte está se escondendo atrás delas. O vendo gélido batendo no meu rosto e bagunçando meus cabelos me dá uma sensação prazerosa. Agora pequenos pingos de chuva começam a cair sob minha pele e estou começando a sentir o cheiro que tanto gosto acompanhado do barulho das folhas das árvores sendo sacudidas pela ventania. Como é bom ver o tempo mudando assim. A natureza se reinventado. É uma pena que dias chuvosos sejam tão melancólicos. Proporcionam uma tristeza sem motivo que muitas vezes parece até boa junto com o frio. O problema é que às vezes essa tristeza tem sim motivo, não só isso, tem nome. O teu. É incrível a facilidade como meus pensamentos se voltam para aquilo que deveria ter ficado no passado. Aquilo que eu deveria esquecer, mas não posso porque estou tão apegada às lembranças que é quase impossível deixar o que passou para trás. O sol já voltou a brilhar. A tempestade foi rápida, mas a nuvens cinzentas cercando a minha vida parecem que nunca vão embora. Elas deveriam ter ido há muito tempo, quando você se foi. O arco-íris começa a aparecer no céu e vejo algumas pessoas parando para admirar. Nunca gostei muito deles porque sempre os achei parecidos demais uns com os outros. Sempre a mesma coisa, nada de especial. Mas eles gostam de ficar lá no alto, coloridos e chamativos, para todo mundo parar e prestar atenção neles. Igualzinho a você. A diferença é que você tinha mesmo algo de especial. No entanto sempre se achou o dono do mundo, e que ele girava não entorno do sol, mas em todo de si próprio, porque você sempre foi o único que conseguia enxergar. Não via nem mesmo a mim, que sempre estive ao seu lado, como a lua sempre parece estar ao lado da terra. Me condeno por achar que te teria para mim. Por achar que juntos teríamos tudo. Que o universo estaria em nossas mãos e que nem mesmo o brilho das estrelas superava o dos seus olhos quando me olhava. Pena que você queria as galáxias todas pra si mesmo e esse brilho não era só meu. Mas meu maior erro foi achar que assim como o que eu sentia por você, seu sentimento por mim era maior que o infinto inteiro.


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