Resenha: A Culpa É Das Estrelas

15:01

Sinto que fiz uma bagunça no texto de ontem e.e Mas vou organiza-lo. Peço desculpas, mesmo assim. Tem uma passagem no livro que parece até que foi escrita para mim: "Tá, talvez eu não seja um escritor tão de merda assim. Mas não consigo organizar minhas ideias, Van Houten. Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.". E é assim que eu me sinto. E irei postar mais textos, porque a ideia inicial do blog era essa, textos. Claro que vou fazer o possível para postar conteúdo aleatório também, mas ando com uma vontade louca de escrever. Deve ser porque ultimamente tenho engolido livros loucamente. Enfim. Vamos à resenha. 


Cuidado com esse livro. Ele fodeu meu psicológico. Foram necessários dois copos d'água e um brigadeiro para me ajudar a me recuperar e até agora ainda me sinto meio desnorteada. E o pior de tudo é que eu li as últimas páginas jurando que ainda não estava nas últimas páginas. Terminei aquela carta com a certeza que teria mais e tudo o que me restou foi o vácuo e um buraco no peito. Uma enorme interrogação ficou no ar, uma que perseguiu tanto a mim, leitora, quanto a personagem no decorrer do livro. E também não sei o que aconteceu com alguns personagens. Só tive "quases certezas". Talvez elas sejam suficientes.

Ouvi alguns pessoas falarem que A Culpa É Das Estrelas não é grande coisa, não é tudo que dizem e que não merecia toda a glória que anda merecendo. (inclusive, peguei esta imagem de um blog que achei por acaso, isabela-na-janela, em que a resenha não falava muito bem do livro). Na verdade, ele é muita coisa, sim. Para mim é. Pode não ser um livro exatamente genial, mas é um livro que nos faz sentir. E para mim, o que importa de verdade, é que um texto consigo nos tocar. E ele conseguiu me tocar. Também é um livro que nos faz pensar, o que é algo bastante importante. Os mais intensos diálogos entre os personagens (apaixonados e apaixonantes) são um pouco confusos para minha cabeça, inúmeras vezes me perdi lendo, mas sempre tentei prestar atenção à essas partes porque sempre falavam sobre coisas bem interessantes. A história toda nos faz pensar um pouco sobre a vida, na importância dela. Mas isso já é o que toda história sobre tragédias faz.

"(…) Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa; existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjuntos ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto infinito. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter”

Hazel é uma paciente terminal (e genial) de 16 anos portadora de um tumor que, embora tenha encolhido bastante, poderá levar sua vida dentro de alguns anos. Ela frequenta um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer e está determinada a faltar naquele dia, porque não aguentava mais as reuniões. Devido à insistência de sua mãe, ainda bem, ela decide ir e encontra a pessoa que provocaria uma série de reviravoltas em sua vida dali em diante. Então, juntos, Hazel e Grace e Augustus Waters, enfrentam uma grande guerra, cheia de desafios e perdas, onde apenas um pode sair vitorioso, numa batalha sofrida em que é necessário lutar contra você mesmo. Uma guerra chamada câncer. E embora seus infinitos pareçam pequenos, o tempo limitado que passam juntos parece uma eternidade, uma pequena e bela eternidade. 


Posts relacionados

0 comentários