Crônica: O Tempo

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Arranco a folha do mês de maio do calendário da cozinha e risco o primeiro dia do novo mês. Suspiro sem poder deixar de lembrar que já estamos na metade do ano. Cinco meses se passaram e, do jeito que o ano está correndo, logo mais seis se passarão. Os programas de domingo vão e vêm tão rápido que fico me perguntando se eles realmente são semanais. Agradeço pelas sextas-feiras lembrando que pouco tempo antes reclamei por ainda ser segunda. Os dias correm, o tempo voa, e não há mais espaço nem para um suspiro.

Incrível como as semanas têm passado tão depressa, até porque meus dias parecem se arrastar. Embora o espaço de tempo que tenho para realizar minhas obrigações pareça cada vez menor. Bem que me disseram que a partir da minha idade os anos se passam num piscar de olhos. Só tenho medo de fechar os olhos por alguns instantes e quando abri-los novamente perceber que o tempo já se foi e que não fiz nada de relevante na vida. Porque não é possível que tenhamos o dom da vida para gastarmos trabalhando, vendo TV, levando-a de emoção ou grandes feitos. Quero aproveitar cada segundo que me resta tornando-os valiosos, porque na verdade eles são mesmo. Eu não sei quantos ainda me restam, ninguém sabe. Mas nem todo mundo liga. Para alguns, viver é só um detalhe, o que importa mesmo é sobreviver. Para outros, viver é até uma opção, mas ela não é bem traduzida. Quem disse que aproveitar a vida tem a ver com juntar rios de dinheiro ou sair por aí fazendo bobagens?

Viver está associado a aproveitar os pequenos momentos, as experiencias únicas. Duvido muito que alguém possa ter esse tipo experiencia trancado num escritório ou acomodado na frente de uma tela.Talvez essas pessoas apenas prefiram a segurança. Talvez essas elas sejam apenas covardes. Sim, covardes, porque tem medo de sair da rotina monótona que estabeleceram e descobrir o que o mundo tem para lhes oferecer. Pode até ser algo que pareça até insignificante, mas não importa. A coragem está mais relacionada a pequenas atitudes do que a qualquer outra coisa. Viver também. E é assim que quero aproveitar meu tempo. Não posso chegar em dezembro e ver que não fiz nada o ano todo. Porque o tempo passa, o tempo corre, os dias voam, mas o que você aprende com suas experiencias e o que você deixa com elas é eterno. 


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