Crônica: All Night Long

19:19


 As noites estão todas iguais. O frio me atinge por volta das dez noite, o frio me atinge, por fora e por dentro, tão forte quanto o peso da tua ausência. Teu nome me vem na mente, e é o como se o tempo ficasse imediatamente mais frio. Simplesmente por não ter você ali. Fazia o que? Duas, três horas que você havia estado ali? Parecia uma eternidade. Dez pr'as onze. O tempo se arrasta quando você não está comigo. Dez minutos que parecem uma hora. O oposto de quando você está por perto. Uma hora em dez minutos. Olho ao redor do quarto, ouvindo o barulho da chuva, e percebo como fica tristemente vazio sem você. Pego meu celular, na esperança de que uma música agitada me anime, mas parece que até o modo aleatório do meu celular está a favor da melancolia. Os meus livros nem quero tentar. Sempre tem um casal incondicionalmente apaixonado. Então estou aqui, tentando afastar a saudade. Eu não queria escrever para você. Mas parece que estou destinada a sempre escrever para você. É engraçado como as coisas funcionam, né? Quem diria que estaríamos assim agora. Onze e meia .Onde está o sono? Pior ainda, onde está você? Meia-noite. Eu realmente queria que você ainda estivesse aqui. Ou que eu conseguisse dormir. Será que vai ser assim a noite toda, todas as noites? Eu, a saudade e a chuva? Eu realmente queria poder trocar a saudade por você nessa pequena lista. Meia-noite. Oras, só pode ser brincadeira. Prestes a desistir e me levantar, sinto o celular vibrando no móvel ao lado da cama. SMS. "Ele". O coração vai a mil, para e volta a bater e quase sai pela boca quando leio as palavras. "Tô com saudade. A noite toda." Meia-noite e um: dormi.


Posts relacionados

0 comentários