Crônica: Silêncio

18:16


   Ah, aquela coisa mortal que vem acabando comigo, o incomodo insensível e aquele olhar de não saber o que fazer que só ele tem. O silencio que emana no espaço que existe entre nos está me matando cada vez mais, a cratera vai aumentando conforme meu coração se parte, aos poucos. E é aos poucos que eu recolho e tento montar tudo de novo, para parecer bem pra ele, ele ainda se importa, e fica pior quando me vê triste. Ah, aquela sensação de que algo está terrivelmente errado e todos te deixam no escuro, aquele momento que sua maior conquista se torna umas das piores coisas que te aconteceu, todos apontam seus dedos e te fazem se sentir menor, e eu aqui estou, sofrendo em silencio, só eu e minhas lágrimas silenciosas que sabem o que eu sinto, o que se passa no meu coração e na minha cabeça. E ninguém liga, ele ligava, mas, ele tem mais o que se preocupar, seu coração está abalado, sua mente está totalmente confusa e sem nexo, tudo que eu tenho certeza é que meu coração não é mais o mesmo que costumava ser há um mês ou dois atrás, ele está em constante oscilações e eu não posso controlar. Eu não consigo esconder e, o pior, não posso falar. E aquele constante silencio que emana entre meu coração e eu só aumenta e se torna mais desconfortável, se torna mais insuportável e mais irresistível. Pobre coração que já não bate no mesmo ritmo. E aqui estou eu, escrevendo em um papel manchado pelas minhas lágrimas que já cansam de descer do meu rosto já está marcado pelas minhas olheiras,  eu apenas escrevo, e sofro, em minha bolha de silêncio. 


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