Crônica: Acomodar-se

13:24


Não quero ser uma dessas pessoas que se acomodam na vida. Ter medo é, por ironia, o que eu mais temo. Não posso adiar mudanças quando a situação pede por isso. Nem quero um dia desistir da minha felicidade por achar que é tarde demais. Porque às vezes as pessoas simplesmente se acostumam a serem infelizes. Sem iniciativas, sem voz ativa, sem esperança, sem sorrisos. Depois a vida passa, as oportunidade se vão e a pessoa se vai também. Morre feito um nada, sem ter feito o que gostaria, quem sabe até caindo no esquecimento mais cedo do que se imagina. Talvez isso nem faça diferença, às vezes a pessoa é esquecida em vida, o que doí muito mais. Especialmente quando ela mesma é a primeira a esquecer de si.

O futuro é tão incerto. Não há certeza nem de que haverá mesmo um amanhã. As oportunidades são como raios, podem cair duas vezes no mesmo lugar, mas não há garantias. Nosso sonhos nos movem, se não segui-los onde iremos parar? Iremos parar? Estagnados no tempo esperando a vida ser sugada aos poucos?É preciso ter coragem para arrumar a bagunça da vida virando tudo de cabeça para baixo. Aceitar as mudanças. Aguentar as consequências. Sempre é hora de ser feliz. Não quero esse destino de medo e comodismo para mim. Por isso não quero empurrar minha vida com a barriga, sabe, como se bastasse respirar. Estar vivo é muito mais do que estar sobrevivendo. Acredito nisso e não posso perder isso mais tarde. Não posso perder a fé nos meus sonhos. Não posso me perder. Ou eu perco a sanidade.

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