Citações

13:45

Algo que sempre marcou o Tumblr foi a existência de grandes escritores desconhecidos. Com toda aquela liberdade para expressar sentimentos, a galera escreve e todo mundo se sente um pouco escritor. Eu adoro isso. Estou na rede social desde 13/05/2011, ou seja, peguei a melhor época. Não é mimimi, o Tumblr teve sim uma época de ouro. Whatever. Reblogo vários textos, mas algumas coisas merecem ser lembradas nos likes. Eu trouxe alguns posts que eu salvei, alguns deles bem conhecidos, acredito, como o trecho de "Quem é você, Alasca?". Enfim, vou deixar de enrolação. 

“Somos capazes de sobreviver a essas coisas horríveis, pois somos tão indestrutíveis quanto pensamos ser. Quando os adultos dizem: “Os adolescentes se acham invencíveis”, com aquele sorriso malicioso e idiota estampado na cara, eles não sabem o quanto estão certos. Não devemos perder a esperança, pois jamais seremos irremediavelmente feridos. Pensamos que somos invencíveis porque realmente somos. Não nascemos, nem morremos. Como toda energia, nós simplesmente mudamos de forma, de tamanho e de manifestação. Os adultos se esquecem disso quando envelhecem. Ficam com medo de perder e de fracassar. Mas essa parte que é maior do que a soma das partes não tem começo e não tem fim, e, portanto, não pode falhar.”
— Quem é você, Alasca?

“Às vezes acho que sou um drama. Puro drama barato de menina emburrada. Drama de menina que sabe muito bem o que faz, mas continua só para ganhar uns mimos. Mas às vezes me acho tão fria. Fria e direta, sem manha nem choro. Vez ou outra, me acho radiante. Com brilho grande, desses que iluminam meio caminho à frente. Por outras, me vejo com tamanha escuridão. Me vejo numa grosseria que nem eu me aguento. Às vezes sinto-me tão leve e, às vezes, tão pesada. Meus pés pesam, minha cabeça ainda mais. Me sinto chumbo às vezes. Outras, me sinto orvalho. Me sinto pena, folha perfumada de limoeiro. Há dias em que sou sol, dias em que sou chuva. Dias que eu faria tudo por todos e dias em que eu não daria um passo nem por mim mesma. Às vezes sou de uma doçura imensa. Às vezes chego na amargura total. E é por isso que não sei afirmar nada sobre mim. Dois mais dois é quatro, mas o que dizer de algo não exato? Às vezes sou quatro, às vezes sou cinco? Não sei me explicar justamente por isso. Não sei se sou claro ou escuro. Talvez eu seja neutro. Ou talvez eu não seja nada. Sabe o zero que não sabe se é positivo ou negativo? Então, sou ele.”
— Desconhecido.

“Nunca fui o tipo de pessoa que agradava todos, mas não era por falta de tentativas. Isto acabava comigo porque tudo de mim nunca era o bastante, e eu me dobrava para que pelo menos um pouquinho fosse suficiente para manter por perto alguém. Foi então que desisti. Cansei. Parei de correr atrás, de ser sempre aquela que pedia desculpas mesmo se estivesse certa. Eu explodi como uma bomba relógio. Decidi que iria deixar que sentissem minha falta também e por isto fingi partir. Ninguém se importou em vir atrás, ninguém mandou nenhum sinal. As vezes ficava perto do telefone na esperança de que tocaria, que fosse pelo menos um engano. Ninguém se importou em ligar para perguntar se precisava de algo, ou então para dizer que sentia minha falta. Tudo o que fiz foi realmente pegar minhas coisas e sumir, continuar minha vida como se nada tivesse acontecido. Que coisa, tudo o que queria era alguém que ficasse, mas que ficasse de verdade. Que ficasse pelo o que eu era, não pelo que tentava ser.”
— Collins Williams. 

Posts relacionados

0 comentários