Crônica: Missões de vida

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Eu sou plenamente crente em muitas coisas nessa vida, tenho minhas teorias e pensamentos, um deles é que todos os seres humanos vieram pra esse plano um uma “missão de vida”, um objetivo a ser cumprido, um dom que... Sei lá... Deus? Deu-nos para transformarmos esse plano em um lugar melhor. Cada um de nos temos características, adjetivos que nos marcam as vezes desde que nascemos, esses adjetivos vão se desenvolvendo até que uns marcam mais que outros. Para Aristóteles a felicidade não está ligada aos prazeres ou as riquezas, mas a atividade prática da razão. Ou seja, para esse filosofo a felicidade estava encontrada em se desenvolver nas suas habilidades, em sua opinião, a capacidade de pensar é o que há de melhor no ser humano, afirmando que a razão é nosso melhor guia, se o que caracteriza o homem é o pensar, então esta e sua maior virtude e, portanto, reside nela à felicidade humana.

Eu tenho minha própria teoria sobre isso, para aqueles que não sabem, o pessoal da minha família é meio espirita, então eu realmente creio nessas coisas, diria que de todos os meus familiares sou uma das que mais crê, creio muitos nessas teorias de missões terrestres. Já dizia Bob Marley “Deus me enviou à terra com uma missão. Só Ele pode me deter, os homens nunca poderão.”, é mais ou menos isso. Pra exemplificar eu vou contar uma história de como eu comecei a crer em tudo isso. Lá estava a bela Tuane de 5 anos atrás no Rio Grande do Sul, na casa de seu tio que é um tipo de médium ou algo do tipo, eis que surge uma brilhante ideia: vamos fazer uma sessão. A jovem Tuane de 5 anos atrás não entendeu bulhufas, até que os bagui começaram a acontecer - calma, não, meu tio não evocou um demônio ou um espirito do além, ele só “captou minha energia” e escreveu algumas coisas sobre mim. Não dei muita atenção pra falar a verdade, até que ele falou algo sobre a minha “missão em Terra”. A jovem Tuane se interessou nessa parte, ele falou algo do tipo (me deem um desconto, eu perdi o papel e isso foi há 5 anos atrás): “Sua missão na Terra é fazer as pessoas felizes, você nasceu pra estar no meio criativo”. Aí eu fiquei meio... Ta... Beleza. Mas aí eu comecei a pensar (vamos dar um desconto, eu tinha 10 anos, era mais leta do que sou agora), pensei, pensei, e se for assim? E se realmente estiver aqui por um proposito maior do que eu ou qualquer outro possa compreender? Se tudo não passar de um labirinto pra chegar no tão esperado objetivo? Isso seria a explicação para muitas coisas, muitos mitos, muitas teorias sem provas, muitas mentes gastas, muitas pessoas que foram chamadas de loucos, ou até mesmo mortos. Mas... Como diria mamãe a única certeza dessa vida é a morte.

Até aqui mantenho minhas teorias pra mim, até porque não sou uma grande pensadora contemporânea pra sair espalhando minhas perolas pelo mundo, o que eu tenho são apenas pensamentos avulsos que de vez em quando eu acabo organizando em frases e parágrafos que nem tão bons são... Vez ou outra Ana tem que dar uma relida aqui pra ver se eu não errei nada (vez ou outra nada, sempre). Eu tinha em mente muitas coisas, mas meio que estou passando por uma fase meio conturbada onde a única certeza que eu tenho é que eu não tenho certeza de nada. Minha cabeça está numa fase meio bomba relógio, a qualquer minuto pode explodir e ser fatal pra mim, mas c'est la vie, temos que aprender a conviver com ela, e em minha leiga opinião, achar nosso caminho no labirinto para enfim achar nossa tão sonhada missão feita. Para Aristóteles, a felicidade corresponde ao hábito continuado da prática da virtude e da prudência, ou seja, temos que trabalhar em todos nossos potenciais para sermos felizes. Acho essa uma teoria válida, mas o que eu posso dizer? São apenas teorias

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