Crônica: Ei, emoções

15:35


Oi dor, não me leve a mal, mas cansei de ser sua escrava. Já não suporto mais seus avanços contra mim, me fazendo cair aos seus pés e desistindo de lutar, mais uma vez. E isso tudo graças ao seu companheiro, a fraqueza, que nos seus papos sedutores me convence que a vida não vale a pena, que sentar e esperar o mundo agir por mim é a melhor solução. Mas eu já não aguento mais vocês, vocês fedem. Não me leve a mal dor, mas suas insinuações, apontando para o lado ruim da minha vida, meu lado obscuro já não tem mais nenhum fundamento, já não me deixa pra baixo, as quedas que você insiste em dizer que é o fim, pra mim, é apenas o começo. Eu não te escuto mais.

Oi felicidade, eu te deixei de lado por um tempo, insistindo em dizer que você tinha me abandonado. Foi injusto, já que você nunca me deixou. Eu apenas parei de enxergar, eu insistia em me fazer de cega, em fechar os olhos para algo tão obvio quanto o sol, que era você que sempre esteve me consolando.

Caros sorrisos sinceros, obrigada por me fazer mais bela, mais honesta e mais querida. Obrigada por me consolar nos rostos de outras pessoas na horas em que a felicidade já não era enxergada por mim, fico feliz em saber que eu era a estupida dessa historia.

Ei sentimentos, eu amo vocês, sinto muito culpa-los pelas minhas idiotices sem futuro as vezes, mas a vida me fez assim; e a vida me mostrou a direção e a verdadeira culpada, eu. Eu mesma me causei tantos danos e me deixei ser abalada pela tal da dor, por meio da fraqueza, me afastando da felicidade mais e mais. Mas de verdade, eu já não me importo, eu só irei tentar viver um dia de cada vez.

E quer saber aonde eu vou? Nem eu mesma sei. Deixarei uma vez na minha vida a maré me levar sem lutar contra ela e me debater até as forças se esvaírem em cansaço e dores. Vou deixar tudo me fazer mais feliz e apreciar a paisagem, já que a tanto tempo já não me permito fazer isso. Vou viver, não deixem recados, volto quando me der na telha, adeus.

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