Crônica: Acontece

15:11


"O amor acontece". Já percebeu como é uma frase banal até que, bom, o amor aconteça? De uma hora pra outra, "bum!", você está totalmente dependente de alguém. Do sotaque de alguém. Da voz de alguém. Das linhas que marcam as mãos de alguém. Do desenho das sobrancelhas de alguém. De alguém. E quando você encontra esse sujeito, sua vida muda de cabeça pra baixo. E eu encontrei você - ou melhor, você me encontrou. E a minha vida já deu uns bons 360 depois disso. 

Eu dependo de você, como uma criança depende da mãe. É quase emocionalmente doentio o quanto eu dependo do nosso "nós". Dos nossos sonhos, das nossas dormidas juntos, das nossas brincadeiras. Hoje, de um modo bem clichcê, eu verdadeiramente não sei o que seria de mim sem você. Te pôr pra dormir com horas de cafuné, acordar do teu lado e rir quando você babar por dormir de boca aberta, mandar-te dar banho no cachorro e buscar as crianças na escola… São mais que sonhos, são metas, planos de vida. 

É bobo, eu sei. E confesso que não me imaginava assim. Mas é o que você faz. Me deixa tão boba quanto você, sonhando acordada por aí e desejando que os minutos com você se arrastem. Você faz com que eu me sinta uma criança completamente inocente, e ao mesmo tempo, uma quase-mulher com tantos ideias que a tonteiam. Você é o que me faz travar entre o não e o sim. Entre o ir e ficar. Rir e chorar. Nada de 8 ou 80 com a gente, sempre tem como dar um jeitinho. Um jeito pra ficar bem, um jeito pra ficar junto. Você me deixa um tanto muito perdida, e ao mesmo tempo com mais do que vontade de me achar. Você tem inúmeros defeitos, e o triplo de qualidades que me fazem te amar. E amo. E sou e me sinto amada mais do que qualquer um consideraria sensato. Mas a sensatez não é necessária quando falamos de nós. Nós apenas... Amamos. A você, obrigada. Por tudo, por todos, por mim e por você. 


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