Crônica: Alô, alguém

13:47

Peço que se alguém me ouvir me tire daqui, me leve pra uma praia, ou algum lugar que eu possa pensar, que eu possa ser livre, escutar nada alem de ruídos e sons que me acalmem, que me faça esquecer de tudo e de todos. Me leve pra conhecer galaxias distantes, distantes dessa Terra, das maldades, das pessoas, me deixe levar apenas as lembranças boas, faça-me uma lavagem cerebral e faça-me esquecer de todas as lagrimas derramadas, de todas as feridas, de todas as palavras maldosas escutadas e proferidas. Me levar pra um lugar distante, onde eu possa ser livre, nadar, pular, cantar, subir, descer, ser louca ou sã de minhas ações e maluquices, longe de mim mesma, de minha consciência opressora que não me deixa ser criança novamente, que não me deixa brincar e ser feliz.

Peço que você não seja igual aos outros, que venha de um mundo novo e o me apresente, que me impressione, que me diga como fazer para ser melhor, me explique como tudo funciona e me diga como resolver, que seja semelhante a mim, mas seja livre, livre pra ser quem quiser, ser algum lunático ou marciano. Se eu pedir, deixe a imensidão me carregas para escuridão, para os seus braços aconchegantes, como colo de mãe. Escute meus gritos, estou implorando, estou quase de joelhos, quase caindo de minha janela procurando alguém que caia em cima de mim e diga que me levará para um novo universo, um novo espaço sideral.

Me mostre novas estrelas, novas constelações, quem sabe alguma me mostre o caminho, o caminho para uma vida melhor, um lugar onde seja eu e mais nada. Deixe meus pensamentos fluírem. Se eu pegar no sono, me deixe cair no mais profundo deles, me deixe sonhar, mas nunca me leve de volta, me deixe aqui, longe das preocupações e das feridas.

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