Conhecendo Gregorio Duvivier

13:49


Era um sábado, 1° de novembro, um desses dias em que você já acorda pensando “hoje não quero fazer nada”. E então minha mãe resolveu se animar para sair, porque “o carinha do Porta dos Fundos, Rogério, George, não lembro, ta na cidade e vai rolar um bate-papo com ele sobre o lançamento do livro de poesia que ele publicou há pouco tempo”.  Bom, lá fomos nós, afinal, queria agradar minha mãe, mesmo que não estivesse muito a fim de ir.

Nesse sábado iluminado, mais uma vez comprovei o poder daquele conselho que nos manda sempre ouvir nossas mães. Foi maravilhoso. Uns amigos já estavam lá, e acabamos ficando todos juntos. O papo com o Gregorio foi no Espaço Duas, e só o local já foi uma delícia! Estava bem cheio, até. Ficamos num espaço muuuuuito confortável, embaixo de uma árvore, clima mais que agradável e energia super positiva e contagiante.

Se você não entendeu quem é pelo nome, não vou fazer uma super descrição, direi apenas que: a) é o cara do Porta dos Fundos que não é o Fabio; b) é o marido da Clarice Falcão.



O Gregorio começou pedindo desculpa por não poder ficar por muito tempo, porque tinha que ir para o Teatro Alberto Maranhão por volta das 15h30 para ensaiar para a peça que seria apresentada na mesma noite (falo sobre a peça já já!), o que foi extremamente simpático. Ele falou um pouco sobre o livro recém-publicado, o Ligue Os Pontos, uma coletânea maravilhosa dos dele. Logo em seguida, ele leu um dos poemas do livro e recebeu palmas e mais palmas, porque são encaixes de palavras tão bobos e tão bonitos que encantam, simplesmente. Depois, respondeu umas perguntas sobre o Porta, falou sobre trabalhar na Globo, sobre a venda de direitos de episódios para a Fox, leu mais um dos poemas, falou sobre o trabalho de cronista, sobre ser poeta e comentou sobre a peça, escrita pelo sogro.

Quando o papo terminou, o próprio Gregorio pediu pra tirar uma foto com a galera toda que tava lá, o que foi tão <3 que me fez prometer que iria escrever esse post e que iria ficar repetindo várias vezes o quão simpático ele é, e começou uma sessão pra autografar os livros e tirar foto com o pessoal. Comprei o livro e não me arrependo nem um pouco, quase pirei com a demora na fila, mas quando cheguei foi totalmente gratificante. “Comprei seu livro mas o que eu queria mesmo era um abraço”, ele disse “opa” e levantou tão rápida e prontamente que a cadeira quase caiu, me deu um abraço apertado como se eu fosse uma prima que ele não via há muito. Autografou meu livro, tirou a foto, e foi uma das pessoas mais simpáticas com quem falei esse ano. Fiquei lembrando o tempo todo da música da Clarice, quando diz que a loucura dele parece um pouco com a dela, e fiquei só imaginando os dois juntos, cara, deve ser muito genial!

 

A peça? Uma noite na Lua. Não vou fazer uma super crítica sobre a peça, porque o post é mais sobre ter conhecido o Gregorio do que sobre a peça. Quem sabe, em outra oportunidade. Bem, o papo a tarde foi tão gostoso e tão gratificante que topei ficar direto com os amigos para ir à peça. E que decisão abençoada! Foi genial, de verdade. Ouvi muitos comentários ao fim da peça mais ou menos assim “esperava mais, considerando que é o Gregorio”. Sinceramente, eu adorei. João Falcão está super de parabéns, porque o roteiro é cômico e ao mesmo tempo sério, com um toque essencial de genialidade notável.  Gregorio, ainda mais, por incorporar tão bem aquele pobre coitado que não tira da cabeça a tal da Berenice... Não é fácil assistir um monólogo, muito menos fácil é estar lá em cima, por isso e pelo resto, digo com toda a certeza do mundo que é, de longe, uma das melhores peças que já vi.

Ao Gregorio, apenas obrigada por ser essa pessoa tão gostosa de conhecer. A minha mãe, obrigada por insistir que eu fosse. 





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