Resenha: Festa no Céu

15:48


Um grupo de crianças bagunceiras é encaminhado a uma visita guiada ao museu, como “punição” pelo mau comportamento. Lá, uma guia diferente resolve percorrer um caminho alternativo e os apresenta ao "Livro da Vida", que contém todas as histórias. A mais simbólica delas, baseada nas tradições mexicanas, envolve três mundos. Catrina/ La Muerte é uma adorada deusa ancestral, que governa a Terra dos Lembrados. Ela é ex-mulher de Xibalba, o governante da Terra dos Esquecidos, um trapaceiro. Em uma visita à Terra dos Vivos, eles fazem uma aposta. Se a jovem e bela Maria, filha da maior autoridade da cidade de San Angel, escolher se casar com o emotivo violinista Manolo, Catrina ganha, e Xibalba não poderá mais interferir no Mundo dos Vivos, como gosta de fazer; se o preferido for o valente Joaquim, Xibalba passa a governar, também, o Mundo dos Lembrados.

Meu deus eu amei esse porquinho da Maria.

Filmes de animação, na lógica, são feitos para crianças. Mas quando você entra na sala de cinema, mais da metade é dominada por gente que já passou da infância há algum tempo. E tem lógica. Muitas vezes são os melhores filmes em cartaz, e na minha opinião vem evoluindo em vários pontos. O lado ruim (para mim) é que a maioria é meio musical. Gente, eu gosto de música e de filmes, mas os dois juntos para mim não rola (e olha que eu era louca por High School Musical).

Antigamente as princesas conheciam rapazes na floresta e se casavam com eles. Hoje, a protagonista de um dos filmes infantis mais famosos da atualidade (vocês sabem qual é) fala bem claramente "Você não pode se casar com alguém que acabou de conhecer". E a prova de amor verdadeiro no final não é de um príncipe que a garota acabou de conhecer, é um carinho da irmã dela. 

Festa no Céu segue essa onda. Maria reúne toda a sua cidade para lutar contra o inimigo, ao invés de ficar parada esperando o grande herói, que no fim nem existe porque todo mundo colabora com o final feliz (é filme de criança, então não é spoiler dizer que tudo acaba bem né?). Sem falar do comentário dela que eu curti bestante, e não lembro kkk, mas que era algo relacionado a que mulheres não foram feitas com a finalidade de fazer homens felizes. 

Além disso, o filme é super sem noção. Mesmo assim é engraçado e bonitinho. E esteticamente maravilhoso, já que é todo colorido e os personagens são bonecos de madeira (acredito que seja algo relacionado a cultura mexicana). Como a história se relaciona a crença do dia dos mortos mexicana, e a festa de lá é super animada e colorida, o resultado foi um filme com a mesma beleza. 

Já falei demais né? Mas é isso, assistam :D

Postado por: Ana Letícia

Posts relacionados

0 comentários