I won't give up - PTM

14:49

Bom, esse texto foi iniciado meses atrás. Eu não soube como termina-lo, então larguei aqui na pasta de textos do note e esqueci. Fui procurar um texto específico e acabei abrindo esse. Estava tocando "I won't give up - Jason Marz" e enfim, meio que terminei o texto, kkkk. O trecho que dá nome ao texto, que é o mesmo que dá nome a música, é o do refrão, que diz: 

I won't give up on us                         Não vou desistir de nós
Even if the skies get rough                Mesmo que os céus fiquem furiosos
I'm giving you all my love                Estou te dando todo meu amor
I'm still looking up                            Ainda estou olhando para cima 

Aqui está a música, e em seguida, o texto.



Na real, o mundo sempre pode te surpreender. As mães nos dizem isso desde que somos moleques, mas não tem efeito nenhum sobre nós enquanto não sentimos isso na pele. O problema é que elas não avisam que nem toda surpresa é boa, e que pior do que receber uma surpresa-não-boa, é ser a tal. Naquela noite eu senti isso mais uma vez. Notícias ruins estão em todo lugar, mas só te afetam de verdade quando são contadas pra você, ou quando você tem que contar pra alguém. E foi minha vez de fazer isso, e foi injusto contigo. Contigo, que me deixa meio sem jeito, sem saber como falar, como agir, o que pensar. Logo contigo, que desmonta só com um olhar toda a minha estrutura de durona, de independente, de forte. Logo contigo, logo num dia bom, tão nosso. Tudo estava tão bem, tão certo, tão exato, tão do jeito que era pra ser, que era quase inacreditável que nada viesse atrapalhar. Mas vinha. A felicidade estava de um lado, a “surpresa” de outro.  Tinha que ser dito. Achei que não era hora certa, mas tem certas coisas que não tem hora certa para serem ditas. Então fui lá, respirei fundo e contei, bem rapidinho, como se fosse doer menos. E então silêncio. Podia-se ouvir as reclamações do vento ao redor de nós dois. Podia-se ouvir as palavras descendo pela tua garganta enquanto você tentava dizer algo que se encaixasse no meio de tudo aquilo. Estáticos. Tudo errado, de repente. As lágrimas presas, tão presas quanto as palavras. No fim, eu e você contra o mundo todo. “Só... Acho isso muito injusto”. Isso. A vida. O mundo. Futuro. Nós dois, juntos até quando o mundo nos permitir estar. Entretanto... Até quando ele vai nos permitir estar? Você ficou tão vulnerável, tão abalado, tão...  arg. Tão difícil continuar esse texto como foi difícil continuar olhando para você. Então resolvi parar de olhar. Apenas coloquei os braços envoltos no seu corpo, numa tentativa quase falha de te acalmar. Quase.  No final, até que meio que deu certo. Olhares se cruzaram, numa promessa mútua e silenciosa de que tudo daria certo para nós dois. Promessa selada com um abraço apertado e um beijo molhado de lágrimas e medo, mas com uma certeza crescente de que ficaríamos juntos, que lutaríamos para isso. A vida vai continuar nos dando rasteiras, ou ao menos tentando, e nós, podemos optar por cair ou por nos apoiar para manter-nos de pé. Apenas tenha em mente de que eu, acima de tudo, não vou desistir de nós. Que o mundo desabe, que a distância aumente, que a gente brigue pra ver quem vai lavar a louça, que o ciúme bata, que a tpm te irrite, mas eu não vou desistir. Meu amor foi dado a você, e eu não aceito devoluções. 




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