Crônica: O mesmo erro

14:29


Não sei por que, mas inventei de desenterrar uma música que eu adorava há uns 5 anos. Então fico ouvindo ela direito. O problema é que ela é super #foça e eu fico deprimida só de ouvir. Mas ok, pelo menos rendeu de inspiração para um texto. 

Same Mistake - https://play.spotify.com/track/2YaGZvBfkQ4jiD5cMLIFQV

Os dias têm andado depressa, mas sequer notei os meses dizendo adeus. Ouvi muitas boas histórias diferentes, assisti a várias idas e vindas por aí e percebi que as pessoas já não são mais as mesmas. O mundo que me cerca parece ter caminhado mil anos enquanto eu permaneci aqui, parado, observando as estrelas e me perdendo na imensidão do infinito. Não faz muita diferença, já estou perdido dentro de mim mesmo. 

Não posso dormir. Caminho sozinho pela rua ao anoitecer e desejo que alguém escute minhas preces. Já perdi a conta de com quantas pessoas já estive, mas não consigo me sentir menos solitário. Não adianta, os dias nascem e se vão e eu continuo sem sair do lugar, insistindo em pôr vírgulas em uma história que já cansou de ter pontos finais. 

Sei que eu sou o meu pior inimigo, e que agora sofro com as consequências das minhas escolhas ruins. Mas não posso parar de tentar encontrar a saída do labirinto que eu mesmo criei. Já cansei de tentar fazer as coisas darem certo, porém me parece que quanto mais eu tento, mais erradas elas se tornam. E é frustrante querer tanto algo, mas só conseguir afastar isso de mim. Porque é o que eu mais quero na vida. 

O tempo tem passado depressa, e dia após dia, só tenho mais certeza de que nunca voltaremos a cruzar os nossos caminhos. Na verdade, acho que nós dois tínhamos errado a direção quando nos encontramos. Você estava certa, nós éramos errados. O problema é que por mais que minha mente confusa me diga isso, meu coração não se cansa de gritar por uma segunda chance, ainda que saiba muito bem que, certamente, eu cometeria os mesmos erros outra vez. 

Esses dias vi um grafith em um muro que nunca tinha reparado, enquanto passava de ônibus por aquela rua da qual nunca gostei muito. Dizia "Se o amor não pode estar certo, o que pode estar?" e eu senti que sabia a resposta. Porque era a única da qual eu sabia, entre tantas perguntas sem resposta dentro do meu vazio.

Postado por: Ana Letícia

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