O maldito bar de esquina

08:04


Já eram 9 da noite e eu ainda estava ali, naquele bar de esquina como fazia todas as noites assim que saia do trabalho, imaginava mais uma noite como qualquer outra, alguns goles em uma bebida bem forte e só, mas naquele dia não, não foi só uma bebida que me distraiu naquela noite.

Encontrava-me sentado na terceira cadeira da esquerda para à direita, e lá estava ela, a duas cadeiras de mim, a menina mais linda que já havia visto em meses, um bom colírio para os olhos.

Contudo, foquei na minha bebida, por alguns minutos pois a moça havia se levantado, e logo pus os olhos naquele mais lindo rosto, ela pediu uma cerveja e voltou para a cadeira. Eu procurava algum jeito de falar com ela, mas nada, não vinha coisa alguma na cabeça e me odiava só por isso. 

Mais um gole na bebida e chega o ápice da noite naquele bar, a donzela me faz uma pergunta:

- O que você faz aqui a essa hora da noite? 

- Afogar as mágoas. 

- O mesmo que eu, já imaginava. 

- É tudo que precisamos mesmo. 

Vou poupa-los do cliche que irá vir nessa conversa, depois de 20 minutos de conversa ela disse que ia embora, e eu acompanhei, paguei o que tinha comprado e fui até a porta do bar. 

- Me passa seu número? 

Eu disse. Ela respondeu:

- Se você me acompanhar até em casa eu passo. 

- Ótimo 

Fomos até duas ruas atrás do bar, ela morava em uma casa pequena, dada pelo governo, era bem ajeitado pelo que vi na fachada. 

- Bom, é isso, meu número é 86383207. 

- Com toda certeza ligarei.

- Esperarei. Boa noite. Até outro dia

Me despedi, com um beijo. Sim, um beijo, um bom beijo em uma bela mulher. 

Depois daquele dia nunca mais tive contato, não liguei para ela e pensei que fosse melhor assim, estava satisfeito, talvez não quisesse criar um amor, na verdade passei a odiar o amor.


Gregório de Oliveira


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