Todas as pessoas são únicas

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Já parou para pensar em como as pessoas são complexas? Ninguém é como um personagem de The Sims, em que você define características restritas e não pode escolher nada que seja oposto, para não colidir. Ninguém segue um só padrão. Uma pessoa pode se considerar vaidosa, mas não ter problemas em trabalhar com algo que a deixe toda suja e descabelada. Se alguém se diz rockeiro, isso não impede de que ele goste ouvir forró de vez enquanto (pausa para fazer um apelo sobre gostos musicais: o seu não é melhor do que o de ninguém, música "boa" é relativo). Não há como encaixar os seres humanos, complexos e cheios de contradições, em simples rótulos a serem respeitados. 

Muitas coisas me motivaram a escrever esse post. A primeira foi o vídeo inspirador da Bruna Vieira acima, que assisti neste ótimo post, o qual me fez pensar sobre como as pessoas são complexas. E como essa complexidade é reflexo da sua própria história. Pensei também em como tem gente que sente a necessidade de se encaixar em algum rótulo, geralmente por aceitação em determinado grupo, e se sente impedido de gostar de coisas que contradizem esse rótulo idiota. Então lembrei que sempre me senti bem por não me considerar alguém que pudesse ser encaixado em alguma categoria, porque nunca fui hipster, emo, patricinha, sentimental, durona ou descolada. Sempre me permiti ser todas essas coisas, um pouco de cada ou nenhuma delas. (mentira, eu era meio emo&gótica&revoltada em 2012, mas vamos esquecer essa época haha). Porque eu sei que sou muito mais do que qualquer coisa que possa caber dentro desses rótulos. 

Uma vez comentei que gostava muito da Bruna Vieira, então me perguntaram por que eu gostava tanto de uma patricinha como ela. Mas eu nunca a vi assim. Eu sempre a vi como uma garota que conquistou seus sonhos e que me inspirava por isso. Que era muito além de uma "blogueira de moda", como se isso fosse algo ruim. Até porque o blog dela aborda inumeros temas, porque ela tem inúmeros interesses e passou por diversas fases ao longo desses anos. Como qualquer pessoa normal. Como a pessoa normal que ela é. Ainda sim, se o blog tratasse só de moda, também não haveria mal algum. 

As outras duas coisas que me chamaram atenção são praticamente uma só. Um comentário no post anterior no qual a garota se descrevia e dizia que se considerava "diferente". E um post do blog Lugar de Mulher:
"– Você é uma mulher única. Quero você na minha vida.
Mas é claro que eu sou.
Você também é. A sua avó e a sua prima também, assim como a sua vizinha, a enfermeira, a arquiteta e a estudante e a doméstica e a…
Porra.
Todas as pessoas são únicas."

No comentário da garota, ela falava sobre várias coisas que fazia que são comuns a várias meninas de 15 anos, como gostar de usar tênis, gostar de alguma cantora internacional (adoro divas pops gente, desculpa), gostar de filmes de guerra (eu gosto, e muitas amigas minhas também - alô gabi-), mas fazia algumas coisas incomuns como colecionar bonecas da Barbie (algo que achei, sinceramente, bem bacana). Sem dúvidas, ela é diferente. Assim como todas as garotas. Afinal, acho que todo mundo faz coisas consideradas comuns, mas sempre tem aquele hábito/hobby meio "anormal".

Amei muitíssimo essa campanha dos E's. É bom mostrar para as pessoas que elas podem ser vaidosas E inteligentes, curtirem hard rock E escutarem MPB, adorarem usar preto E saias fofas de bolinhas, serem gordinhas E amarem praticar algum esporte. Enfim, as pessoas podem ser complexas, únicas, diferentes e especiais. Ninguém é obrigado a se encaixar em modelo algum.


Gente
Atenção
Leia aqui também!!!
Vou aproveitar para deixar aqui outros dois vídeos inspiradores que assisti hoje. Um sobre como todos os corpos são perfeitos, e outro que mostra mulheres normais, com todos os tipos de corpos, praticando esportes porque gostam. Só por isso. 

Link do outro vídeo: aqui moç(a)(o)




Postado por: Ana Letícia

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