Diário de viagem: Curitiba 4° dia

13:44



Quando eu vi essa placa da Boca do Brilho, só pensei numa coisa: eu e minhas migas. E a última foto... Sim, Babi está com uma touca da Peppa Pig



Nossa visão durante boa parte da tarde 



Penúltimo post da minha série sobre a viagem a Curitiba.

Preparem-se para parágrafos e parágrafos falando sobre bobagens, mas que deixaram ótimas lembranças. 

Era minha última chance de aproveitar a cidade, mas nenhum de nós aguentava mais a linha turismo nem tinha mais ideia de para onde ir sem precisar pegar ônibus. Então, eu e meus pais conhecemos o Paço de Liberdade enquanto esperávamos Babi e Rosivaldo e demos uma volta completa na Rua das Flores. O primeiro é legal porque é tipo um museu, mas, sinceramente, passamos mais tempo no café que tem na parte de trás do que visitando o lugar em si. Descobrimos como era perto a Praça Tiradentes do nosso hotel, e que foi muito azar termos recebido informação errada e nos perdido. 

Quando já estávamos todos reunidos, demos uma volta no Centro Histórico, ficamos um tempo na Praça Tirandentes enquanto meus pais assistiam à missa na igreja lá perto e procuramos um lugar para almoçar, mas terminamos no McDonalds, porque a vida é cheia dessas coisas. Aí começa a parte mais legal do dia. E mais tosca também, porque talvez alguém que leia esse relato ache perda de tempo, mas foi ótimo, de verdade. Nosso foco mudou dos lugares de Curitiba para as pessoas. E valeu a pena. 

Eu, Babi e Rosivaldo saímos pela Rua das Flores tentando tirar foto com algumas figuras singulares que ganham a vida pelo local. O primeiro foi o Homem-Aranha, que era super gente boa. Depois tinha um cara todo de branco, que não entendi muito bem o que ele era, mas não tiramos foto porque provavelmente era pago. Havia um homem fazendo música na rua vestido de gari e com uma parafernália estranha, e até hoje não sei o que dizer sobre ele. Porém, gastamos mais tempo mesmo esperando um vendedor de rua bem legal fazer na hora um colar de Ametista para Rosivaldo. "Tem poderes, pra quem acredita nessas coisas" ele dizia, deixando claro que, apesar de estar vendendo o produto, não era desses que acredita nessas coisas auhsuahsua Coincidentemente, Ametista é a pedra de aquário. Eu e Babi somos aquarianas. Vamos fingir que foi totalmente intencional, certo? 

O cara sabia onde era Natal, uma coisa bem rara em certos lugares desse Brasilzão, então já ganhou minha simpatia. Ele e a mulher eram bem hippies, tinham uma filhinha bem bonitinha e viviam das "coisas que a natureza dá". Ele era massa, pena que não tiramos foto com ele, porque seria meio estranho. Talvez. Sei que eu acho que a mulher dele percebeu que eu ri em certas horas da conversa, porque, desculpa gente, sou dessas, não sei disfarçar e sou meio babaca mesmo. Porém, aquele era o melhor vendedor, apenx

Teve uma loja legal que entramos também, Túnel do Rock, eu acho. Não comprei nada porque no fim da viagem eu já estava bem pobre mesmo, mas achei massa. Depois fomos procurar alguma doceria para comer. Entrando e saindo de ruas e galerias por perto, passamos por perto de uma escada por onde um homem aleatório desceu e, logo em seguida, duas amigas cochichando. Quer dizer, elas achavam que estavam cochichando. "Você viu isso? uiuiui" "aquela coisa atrás de mim?" a gente passou e não demorou mais que alguns segundos para começarmos a rir e a repetir a conversa. Meu Deus, dá vontade de rir até agora, só de lembrar af auhsuahsu

Então, rachamos uma torta de limão na Boca do Brilho (tão eu bjs) e ficamos lá sentados por um bom tempo. Até que uma galera numa quadra ao lado pôs uma música para tocar e começou a dançar, e todo mundo que passava ficava "wtf". Depois sacamos que era uma gravação para alguma coisa. Não sei se eles notaram que nós os encaramos por um bom tempo tentando entender o que era. Quando decidimos desocupar a mesa e ir para um lugar mais legal, sentamos em um banco na praça poucos metros depois. A galera continuava lá gravando. Enfim, continuamos uma brincadeira idiota que eu comecei enquanto estávamos na Rua das Flores. Procurar gente bonita passando. Só que a coisa começou a evoluir. 

Nós passamos umas duas horas encarando as pessoas que passavam e as julgando, sem maldade, só tentando adivinhar a vida delas. Tinha um senhor que ficava dando voltas pela quadra da galera estranha, e achamos que ele provavelmente começou a fazer exercício para cuidar da saúde. Curiosamente, a mulher que nos atendeu na Boca discutiu com um cara bem perto da gente, e ele ria enquanto tentava puxar a moça, que parecia com raiva. Ele devia ser um babaca. Passaram pessoas bonitas, sim, ô se passaram. Assim como nerds, cachorros bonitos, lésbicas, senhorinhas, casais esquisitos, gente feia, casais fofos, até um cara com uma bicicleta parecida com aquela que Rosivaldo perdeu... 

Enfim, foi bem legal. Pena que quando deu 17h, rolou a despedida. E rolou bronca por parte da minha mãe também, que estava louca me procurando (a internet tinha se esgotado no meu celular, como sempre...). É, galera, foram poucos dias juntos e agora só em dezembro. Babi me entregou algumas coisas para trazer, incluindo um CD lindo para mim, Tuane e mais dois amigos. Ela quer matar a gente, só pode. Foi estranho se despedir. Não curto isso. Dizer tchau para os melhores piores anfitriões. Tchau para o frio (não sei se sei lidar com ele). Tchau para aquela cidade encantadora. 

Obrigada, Curitiba, você foi uma experiência incrível. E espero ter outras doses dela. 

Resumo: Não há muito o que fazer na Praça Tiradentes, além de ver mendigos, mas eu iria ao Túnel do Rock se fosse vocês. 



Saudade </3


"Vai teia!"

Postado por: Ana Letícia

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