Anosa em Curitiba!!!!1!!1

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Gente, ta, vou começar esse post prometendo tentar não me empolgar demais durante a escrita - tentar, porque de verdade, foram os melhores momentos desde que eu vim pra cá. A Ana já fez uma série de posts contando bem detalhadamente sobre os nossos dias, então podemos deduzir que não é exatamente o objetivo desse aqui. Na verdade, é meio que uma maneira indireta de tentar dizer pra ela o quão importante foi essa visita dela, o quão mais leve eu fiquei depois desses dias juntas, por isso eu escolhi minha foto favorita (entre as que ela me mandou, né, miga, pode mandar o resto já), coloquei aqui e estou tagarelando porque nem sei direito o que dizer.

Vocês já sentiram aquele êxtase, aquela expectativa que faz as velhas borboletas do estômago dançarem lambada? Foi mais ou menos assim que eu fiquei até o momento em que encontrei com ela, a partir do momento em que ela soltou as palavras "Como é em Curitiba? Mainha tá pensando em ir passar as férias aí". (Abrindo esse parêntese porque já tem mais de um mês que ela veio, mas só agora parei para escrever sobre, então em termos de datas e tal, foi tudo mês passado) A Ana veio no finzinho de abril, começo de maio, quando completavam-se 4 meses que eu estava aqui.Quatro meses, simultaneamente, parados e cheio de acontecimentos bem (ênfase no "bem") marcantes, em que eu mal saí de casa, mas aconteceram coisas na minha vida que eu sei que vão ficar na minha memória para sempre - gostaria de dizer que foram coisas boas, mas não.

Como o Brasil inteiro tem tido conhecimento, a educação pública do Paraná está no meio de uma mega crise, e eu dei o azar de escolher esse ano de 2015 para sair da vida boa e tranquila do ensino particular e descobrir as maravilhosidades e as dificuldades de estudar em uma escola estadual. Então, visualizem a minha condição nos últimos anos; eu que saí de Brasília, rodeada de amor e carinho, amigos e família, fui para Natal, onde além de um tio e uma tia, não conhecia ninguém. Foi difícil, ok, mas o processo de adaptação é bem menos complicado quando se tem o apoio que eu tive - e principalmente quando se trata de relacionar-se com potiguares, que são, no geral, pessoas maravilhosas e acolhedoras (eu amo vocês!). A vida ficou linda de novo, eu tinha amigos ótimos, praia pertinho de casa, e então eu me vi mudando para Curitiba, onde eu também não conhecia ninguém. Mas tudo bem, é uma cidade conhecida por ser linda, funcional, prática etc. Pro meu azar, cheguei aqui e logo começou essa crise estadual, que me deixou (e assim né, ainda me deixa, a greve não acabou) trancada em casa, sem conhecer nada ou ninguém, por meses. Os lugares que eu conheço são os pontos turísticos da cidade, porque eu só andei de verdade por aqui como moradora, e não turista, durante o um mês que tive de aula. Me peça dicas sobre os parques mais bonitos ou pontos históricos, mas por favor, não me pergunte onde tem um hospital ou qualquer coisa que não tenha dentro de um shopping, porque eu realmente não sei.

Bom, voltando ao assunto real do post, a linda da Ana veio justamente nessa época, quando a segunda greve teve início. Quando eu ouvi o anúncio da greve no jornal, a única coisa que fez meu chão não cair totalmente, foi saber que a Ana estava chegando, e até seria bom, assim poderia aproveitar o tempo com ela sem me preocupar com perder aula. Depois dos primeiros meses de solidão e diversos momentos bem tensos, o meu estado emocional tava bem destroçadinho, e o fato de não ter ninguém (não desprezando minha família, nunca, mas tem coisa que a gente só fala com amigo né?) pra poder conversar ou simplesmente sentar num banco de uma praça qualquer e ficar inventando coisa pra passar o tempo, piorava um pouco sim as coisas. Encontrar a Ana mudou tudo isso. Naquele abraço, que gritava silenciosamente no meio da avenida "EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TA AQUI", tudo isso saiu de mim e eu estava simplesmente 100% renovada. Nosso primeiro dia foi assim: desabafos meus, trelosos, desabafos meus, fotos, desabafos meus. Sim, eu tava bem tagarela no primeiro dia, mas qual é, eu passei quatro meses sem a minha melhor amiga, quem é que aguenta? Os outros dois dias, tivemos a companhia de Rosivaldo conosco (ainda me sinto culpada pela sua bike, desculpa de novo por ter insistido que você deixasse ela lá e fosse com a gente). Foi mais maravilhoso ainda, desde o começo ele sempre se mostrou uma companhia ótima, e sair em trio tronou tudo ainda mais gostoso.

Ah, é! Quando cheguei, Rosivaldo foi meu salvador: os dois não conheciam nada, nem ninguém, então acabamos buscando socorro na companhia um do outro. Mas claro, as aulas dele começaram, ele começou a ter o próprio círculo social, eu não podia alugar o menino - e ele nem tinha tempo pra isso, então no fim das contas, reencontrar a Ana acabou também fazendo com que eu o reencontrasse (e depois disso, só o vi de novo no Festival Estação Pedreira, dia 30/05, ou seja, a gente realmente se vê bem pouquinho).

Se você chegou até aqui e não é a Ana, primeiro, obrigada pela "audiência", interesse e paciência. Segundo, nunca deixe sua melhor amiga de lado, porque pode ser que uma das duas se mudem e vocês passem meses e meses longe uma da outra. Ou deixe, porque o reencontro de vocês vai ser tão delicioso quanto o nosso foi.

O objetivo do post era falar um pouquinho da visita da Ana pelo meu lado da coisa, mas acabou sendo também um pequeno desabafo sobre os primeiros meses em Curitiba. Sei que lendo esse relato a coisa ficou meio negativa, mas também não é por aí que a banda toca. A cidade realmente é linda, as pessoas não são horríveis e antipáticas como tantos falam (ou ao menos, não tão mais que nos outros lugares), tudo funciona. Se desconsiderar a minha saudade, eu realmente estou adorando aqui. Por isso, inclusive, meu projeto de convencer meus amigos mais próximos a virem pra cá, todo mundo deveria morar em um lugar tão interessante e bem estruturado como Curitiba, que apesar de toda a crise pela qual está passando, continua uma cidade wonderfull. E ficou ainda melhor com essa visita, o que me leva a pedir, MIGOS, VENHAM TODOS ME VISITAR, <3.

Se você não acompanhou os posts da Ana sobre a passagem dela pela cidade, clique aqui e seja redirecionado para esses relatos dos meus dias tão felizes.

Agora, se você chegou até aqui e é a Ana, obrigada por ter vindo. De verdade. Falo por mim e por Rosivaldo quando digo que os dias com você foram maravilhosos. No momento em que viramos as costas pra você no hotel e caminhamos na direção oposta depois da despedida, ficamos em silêncio por um segundo e, não aguentando mais, soltei: "agora vai tudo voltar a ser bem... bem bosta, comparado com os últimos dias."; ao que ele respondeu, "é, eu ia dizer isso agora." E é, é bem isso. Além de todos os momentos bons, sua visita também serviu para me lembrar que a vida, sem você, realmente é bem bosta. Amo você.


Postado por: Bárbara Andrade




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