I'm back, bitches

11:38



VOLTAY MIGOS

Para a alegria de Babi, que me perguntava todo santo dia quando eu voltaria a me dedicar ao blog. Foram semanas sem tempo para escrever, ou sem inspiração mesmo, mas agora posso respirar e focar em algo que não me trás retorno financeiro nenhum, nem grandes reconhecimentos, mas que me faz tão bem que vale a pena o esforço: o CDG <3 

E por que eu não tinha tempo? Bom, foi por uma boa razão. Uma boa parte das pessoas que leem o blog são meus amigos, então já sabem, mas aos desinformados: esse semestre (que, sim, acaba agora em setembro) eu estou pagando uma matéria na escola chamada Artes Cênicas, e a minha sala teve que se dividir em duas companhias teatrais, uma de comédia, outra de tragédia, e produzir seus próprios espetáculos. Todos os alunos do IF em que eu estudo passam por isso no 2° ano. Alguns, até mais de uma vez. Todo mundo sobrevive, de alguma forma. Mas eu vou dizer viu: dá trabalho, ô se dá. 

Não vou comentar muito sobre o processo, mas gostaria de compartilhar um pouco da sensação que é olhar para trás e ver o que se passou até apresentarmos a peça sexta-feira passada, "Viúva, Porém Honesta", uma comédia cheia de ótimas sacadas de Nelson Rodrigues que a minha companhia teatral adaptou com todo amor e carinho. Sim, muito amor, porque, apesar da disciplina valer nota como qualquer outra, nós nos dedicamos para apresentar um bom espetáculo, não só para passar de ano. Afinal, todo semestre as pessoas do IF fazem questão de assistir às peças, e sempre há peças tão boas que fazem valer a pena manter a tradição. Queríamos ser uma delas. Se conseguimos ser tudo isso, eu já não sei, mas estou satisfeita com o resultado. 

A maioria de nós nunca tinha feito um trabalho que exigisse tanto, então, de repente, nos vimos obrigados a passar tardes inteiras ensaiando (ou tentando ensaiar...) e tendo que encontrar soluções práticas para produzir o espetáculo. E havia todo o medo de não dar certo, das pessoas não gostarem, a ansiedade pelo dia, além de que, a certa altura, ninguém aguentava mais passar determinada cena de determinado ato. Era uma cobrança que nós criávamos sobre nós mesmos, cheios de expectativas. 

Alguns sofriam um pouco mais porque sentiam o estômago revirar só de se imaginar atuando na frente de uma plateia de quase 500 pessoas. Era o meu caso. Sempre tão tímida, entrei no palco tremendo. Até agora não sei como minha voz saiu tão alta e eu não desmaiei ali na frente de todo mundo mesmo. E não bastava vomitar as falas. Era preciso ser alguém que eu não era, entrar no personagem. Porém, apesar de toda essa dificuldade, eu faria de novo. Apresentaria até para mais gente. Quem diria, hein? 

Enfim, não gostaria de pagar essa matéria de novo, e estou rezando para passar nas outras também, mas foi uma experiência que valeu a pena. E é algo que pode se estender para vida. Não só porque minha visão para teatro mudou, virou mais crítica, e que eu nunca mais assistirei a uma peça da mesma maneira. Mas também porque esses meses de trabalho me ensinaram algo sobre responsabilidade, organização e coletividade, além de ter me provado que eu posso sim vencer os limites da minha timidez. 

Melhor turma <3 Melhor professor <3 Melhor Cia. Teatral <3 

Agora, Tuane, se prepara miga. Esse semestre é você quem paga Artes Cênicas e você será a sofrida da vez. Boa sorte <3 

Postado por: Ana Letícia

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