Era uma vez: O amor que eu adoraria estapear

09:21


Sofia Elisabeth.

É tão bobo contar essa história, por que parece tão irreal. Eu juro de pé juntinho que eu posso nunca ter visto a minha suporta metade, mas que era amor, era sim.

Eu pensava que amor era coisa de gente grande, que só acontecia com a gente depois do 18, e que pelo o que todos falavam era algo bonito e eu não esperava o momento de ser a minha vez de amar.

Para falar a verdade eu não tenho certeza de como a gente se conheceu, foi há tanto tempo que algumas coisas se perderam no caminho. Mas tenho certeza que foi o dia mais feliz e triste da minha vida. Aquela vontade estranha de não querer nunca de parar de falar com a pessoa, mesmo sem assunto algum. Pensava nele o dia todo, sonhava acordada, imaginava o que aconteceria quando a gente se encontrasse, como seria a nossa vida juntos, quantos filhos teríamos. E esse sentimento só foi aumentando mais e mais, a cada palavra, a cada risada.

Ele me fazia tão bem, me fazia sentir a emoção e a alegria que tem uma mãe quando dá luz a seu bebê. Era tanto sentimento dentro de mim que transbordava por todos os poros do meu corpo.

Mas como qualquer coisa na vida, nada é perfeito. Ele morava longe, bem longe. Era difícil, por que tudo o que eu mais queria era a minhas mãos na dele, a minha respiração em sintonia com a dele e que nosso coração batesse em melodia. Lembro que passei um ano novo no meu quarto, chorando, ouvindo a nossa musica, por que tudo que eu queria era poder estar com ele.

Depois de quase 2 anos de puro amor, ele me contou que estava muito doente e demorou horas de muita insistência minha para finalmente me contar o que tinha. Era leucemia. A cada vez que eu lia ou ouvia essa palavra era como se fosse 3 facadas direto no meu coração. Doía por que eu tinha medo que perder a pessoa que eu mais amava.

Por causa da doença, ele teve que se mudar para muito mais longe. E assim, junto com qualquer esperança que eu tinha em um dia a gente ficar juntos para o resto da vida, ele sumiu. Sumiu sem nem se despedir, sem nem dizer adeus, sem razão, sem emoção. Acho que teria sido menos doloroso se ele tivesse morrido, porque ao menos eu saberia o que tinha acontecido. Mas eu não sabia e nunca soube.

Hoje em dia, ainda existe um resto do amor, lá dentro de mim, embaixo de todo ódio, mágoa e rancor. Se eu tivesse a chance de algum dia conhecer a pessoa que causou toda essa confusão dentro de mim, eu daria na cara dele e depois um beijo.

O projeto Era Uma Vez reúne histórias de amor, de qualquer intensidade e de qualquer formato. Conheça mais sobre o projeto neste post, e nos envie sua história de amor através do email: cacadoradegalaxias@hotmail.com não seja tímidx <3


Postado por: Bárbara Andrade



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