Diário de viagem: Pipa - RN

15:57

Olhando de lado para esconder a carinha de morta 
Observação: Fotos tiradas por Marina Chen.

Miga Marina me convidou para passar um fim de semana em Pipa, uma das praias mais famosas - e mais bonitas - do estado. Fomos numa sexta e voltamos no domingo, mas deu para aproveitar bem a viagem. Entre a trilha no santuário, o arvorismo e uma tirolesa de 30 m para encarar, eu me diverti bastante, e provavelmente Marina gostou ainda mais, já que ela tinha o bônus da minha companhia, é claro. 

Eu nunca tinha ouvido falar de arvorismo em Pipa, mas dizem que é o maior do Nordeste. Nós começamos com uma trilha de 890 m para dar aquela aquecida (mas na verdade você já chega morrendo no local que realmente começa a aventura, pela quantidade de subidas que tem no caminho) e o desafio é atravessar dez pontes de características diferentes. A primeira torre é baixa, e vai aumentando de metro em metro. O primeiro desafio já é puxado, mas o segredo é pôr a força nas pernas, porque você precisará do braço mais tarde... Confesso que meu maior medo era deixar o óculos cair mesmo, mas não valeria a pena subir até lá e não ter uma boa visão da praia. Sugiro que vocês malhem muito braço antes de ir, porque a penúltima ponte vai exigir dos seus braços, da sua alma e um pouquinho mais de esforço. 

No final, descemos uma tirolesa de 30 m. O instrutor falou que muita gente desistia àquela altura do campeonato, porque não é qualquer um que encara esse tipo de desafio. Ele ainda nós explicou que havia dois tipos de roldana para pôr na corda, uma dourada, que aumentava a velocidade, e uma laranja, que reduzia. Geralmente se colocava a laranja para gente com mais de 90kg, pois quanto mais pesada, mais rápido a pessoa ia. Para Marina, ele colocou uma laranja e uma prateada, o que eu imaginei que fosse o padrão, porque dava um equilíbrio. Mas, para mim, ele colocou as duas prateadas, e eu fui muito rápido, cheguei morta lá embaixo (e com Marina rindo da minha cara, obviamente). Só depois de eu ter descido, veio o instrutor, com duas roldanas laranjas, bem devagar, bem de boa, como se nada estivesse acontecido... Porém, valeu a pena. 

No santuário ecológico, nós fizemos uma trilha mais curta, por causa do tempo, mas deu para curtir o pequeno labirinto que há lá dentro, as casinhas com explicações sobre os mais diversos temas relacionados à natureza e uma paisagem maravilhosa do mar. O caminho em si é bem bonito, pena que meu cabelo estava caótico demais para colaborar com as fotos. 

Almoçamos dois dias no mesmo restaurante, o qual infelizmente eu não lembro o nome. Mas era bem aconchegante e a comida era boa, então eu gostei. Porém, preciso dizer que a alimentação em Pipa não é nada barata. A maioria dos restaurantes ficam na rua principal, assim como as lojas, e você precisa andar muito até encontrar um lugar que seja legal e não vá te deixar pobre. Tive um bom gasto com comida, mas, pelo menos, nos lugares em que eu comi, tudo estava muito gostoso. 

E o melhor de tudo, é claro, não foram as aventuras na natureza, os passeios pela movimentada e colorida rua principal à noite, nem as praia maravilhosas que existem por lá. Foi um croissant recheado com sorvete que comi numa sorveteria artesanal de lá, que juro que nunca mais vou esquecer. Acho que já posso dizer que encontrei o amor da minha vida. Obrigada Marina, fico te devendo uma viagem tão maravilhosa quanto esse croissant para retribuir <3  

Sorvete de mousse de maracujá para mim e sorvete de canela para Marina
Dando uma de modelo nas falésias 
Mesinha do restaurante 
Um lugar bonito aí
Os dons fotográficos de Marina tirando foto do passarinho na pedra
Vista da área de lazer do hotel 
Almoço de um dos dias 
Restaurante bonitinho 

Arvorismo, um dos meus almoços, um Papai Noel praieiro e uma flor. 

Como lidar com essa beleza de praia?
Falésias 

Trilha no Santuário Ecológico / Eu, a pizza e Marina Maravilhosa 

No santuário 
Arte na mata 
Ok, já estava cansada de preencher legenda 


Postado por: Ana Letícia 

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