Era uma vez: o amor é consequência

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Imagem de beer, ex, and heart

Tábata Araújo. 

Hoje faz exatamente um mês que meu relacionamento com meu ex-namorado acabou. E parece que, ainda assim, não sei o que ocorreu, mas estou pronta para falar. 

Quem é esse menino? Como ele me achou? Devo responder? Respondi. Tá puxando muito assunto... Devo me envolver? Me envolvi. Começaram os beijos... Vai continuar? Continuou. Estamos estranhos... Vai acabar? Acabou.

De todos os meus relacionamentos (não muitos, mas, significativos), este foi o primeiro a ocorrer sem que eu conhecesse realmente aquela pessoa. Os Hobbies não batiam, os gostos também não, e as amizades menos ainda. A cidade é pequena, e a escola, menor ainda. Logo todo mundo sabia, todo mundo comentava, todo mundo me dizia o “escroto” que aquele garoto era mas, por qualidade minha (que ora é qualidade, ora é defeito), sempre vi o lado bom das pessoas, tentando extrair o melhor que pudessem me dar a todo custo.

Deixei me envolver, nunca tive medo de relações, nunca tive medo de nada. Deveria ter tido. Não, não vou dizer o clichê “ele me iludiu, ele me usou”. Eu sabia de tudo, eu só não gostava de colocar à tona na minha mente. Eu sempre era a que “quebrava os corações”, e desde o início sabia que naquela relação, eu teria o coração partido, e tive. Se alguém me iludiu nessa história, esse alguém fui eu. Tudo parecia lindo, um conto de fadas, até a décima segunda balada, e a realidade se mostrar. Ele tinha terminado antes mesmo de nós começarmos.

De repente ficou nítido que eu estava com uma criança. Mesmo mais velho que eu, se mostrou mais imaturo. Eu parecia a criança por gostar dele, mal sabe ele que ele era a criança da relação por não saber assumir seus sentimentos. Não sei se não assumia por medo ou vergonha, talvez insegurança, nunca vou saber. Quando ele terminou, alegando precisar ficar sozinho, que não estava confortável perto de ninguém, eu fiquei preocupada, algo do meu instinto, se preocupar com as pessoas que eu gosto, achei que poderia ser algo sério, talvez até mesmo uma doença.

O que vem ao caso, é que para ele, parece ser muito vantajoso tudo isso de beber e curtir com os amigos, mas não sabe ter maturidade para um relacionamento. Não sabe abrir mão por causa do outro, não sabe se por no lugar do outro. E era isso que ele queria. Farrear, beber, curtir. Algo que, se nós estivéssemos juntos, eu não iria privar, poderia até mesmo participar com ele, obviamente, se ele quisesse. Definitivamente o tipo de garoto que não está pronto para namorar – ou não está pronto para namorar alguém como eu, que espera um mínimo de dedicação. Eu não o culpo, assim como não me ponho como culpada. Ele não estava certo, mas eu também não estava errada. 

“Senta aqui, espera que eu não terminei. Pra onde é que você foi, que eu não te vejo mais? Não há ninguém capaz de ser isso que você quer. Vencer a luta vã, e ser o campeão. Pois se é no "não" que se descobre de verdade. O que te sobra além das coisas casuais, me diz se assim está em paz? Achando que sofrer é amar demais.” (Tá Bom, Los Hermanos)

E agora? O que eu sinto? Indiferença. Um amor que foi, um amor que às vezes volta. E, não, eu não me desespero quando ele volta. Depois de alguns dias tentando resistir à isso, aprendi que o amor é um sentimento como qualquer outro, vai e volta, desabrocha e murcha. Sinto falta? É claro. Perder algo do cotidiano sempre vai fazer falta. Amor é uma droga viciante, não deveria nunca ser cortada tão drasticamente. Causa vício, causa dependência. Mas, com o tempo, passa.

E pra você, leitor, que se viu na mesma situação que eu, não se desespere. Quem tem coração grande apanha um pouco mesmo, ainda é muito difícil pras pessoas ver o amor e aceitá-lo de boa vontade. Nosso dia vai chegar. Vamos encontrar alguém com um coração ainda maior que o nosso, e é nesse coração que vamos fazer morada; vamos nos prender e perder a chave, para, só assim, nunca mais sair.

E pra você, durão, não tem mistério, é só teu coração que não te deixa amar, mas te digo uma coisa: pra estar junto, basta querer, o amor é consequência.

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Postado por: Ana Letícia 

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