Resenha: A Quinta Onda

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Esse filme quase me fez lembrar que eu tenho um coração. Desde o começo, a carga emocional é forte, e a atmosfera tensa se estende durante todo o tempo de filme. Começa com Cassie, a protagonista, explicando como a sua vida normal se tornou um inferno. Era tudo muito comum mesmo. Uma família comum, um garoto comum por quem ela era apaixonada e uma melhor amiga irritante/tagarela também comum. Até que um objeto estranho começa a sobrevoar o país, espalhando terror pela população. E é claro que nós sabemos que país é esse, porque tudo tem que acontecer nos Estados Unidos. São os Outros, ou, como fica evidente, alienígenas perversos que querem tomar o nosso planeta. Para isso, eles inciam uma série de "ondas", que vão eliminando aos poucos o que é essencial para a os humanos, inclusive, sua humanidade.

A primeira onda é o corte de energia elétrica. Se você pensar na quantidade de sistemas importantes que são controlados por computador, descobrirá a dimensão do problema. Não havia mais nem água potável. E a segunda (ou a terceira?) onda tinha a ver com a água. Tsunamis que atingiam até os lagos, e quase mataram Cassie e seu irmão. A terceira (ou segunda?) foi o surto de gripe aviária, que levou os mais fracos. E os fortes seriam mortos na quarta onda, quando os Outros passaram a dominar hospedeiros humanos, e a usar a forma mais eficiente de matar pessoas: incitando que elas façam isso sozinhas, umas com as outras. E a quinta onda se trata justamente dessa guerra.

Eu gosto muito da Cassie, primeiro porque eu costumava a odiar a Chloë Grace Moretz, mas depois que assisti a uma entrevista com ela, passei a amá-la; segundo porque a personagem não é aquele tipo que se faz de durona, mas é molenguinha, ela faz o que é preciso, atira se necessário, e não fica cheia de falso moralismo por isso. Gosto também da Ringer, uma garota que surge no batalhão, porque ela é decidida e deixa bem claro pros caras do grupo que não aturará sexismo haha Além disso, algo que me marcou bastante no filme foi uma frase dita por um dos Outros, já lá para o final, quando ele explica para um garoto porque estão fazendo aquilo com a Terra. Eles querem o espaço, e estão eliminando aqueles que o ocupam. O garoto fala que é absurdo destruir toda uma espécie para conseguir o que quer, e que nós, humanos, nunca faríamos isso. O Outro responde que sim, faríamos sim, porque é exatamente como estamos agindo há centenas de anos. É, é um tiro na gente, amigos.

Eu sei, A Quinta Onda é mais um desses filmes comerciais adolescentes que lançam toda temporada. Mas e daí? É uma boa diversão e, se você parar para pensar, dá para tirar uma boa reflexão dele. Eu estou ansiosa para a assistir aos próximos filmes, e sai bastante satisfeita do cinema. A história conseguiu me deixar aflita e envida durante todos os 112 minutos. E é claro que a barra de chocolate que eu levei me ajudou bastante a curtir o momento. Não sei se leria o livro, mas eu até que assistiria ao filme de novo, e se eu fosse vocês, iria ao cinema fazer isso agora mesmo.


Postado por: Ana Letícia 

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