Low Poo e No Poo - primeiro mês

18:43


Produtos Yamasterol e meu caderno de Jogos Vorazes, convenientemente comprados no mesmo dia. 
Como falei no post sobre transição capilar, eu comecei a técnica do Low Poo no meu cabelo mês passado, algo que está bem em alta e você provavelmente já ouviu falar. Caso não, saiba que se trata de um método de lavagem dos cabelos menos agressivo, o qual usa produtos sem sulfatos e sem petrolatos, que podem ser prejudiciais à oleosidade natural dos fios. Vou deixar aqui um trecho explicativo do site Cacheia (tem mais links no final, se quiserem entender melhor!), que vai fazer vocês entenderem muito melhor do que eu, porque, apesar de eu estar me arriscando nesse terreno, cabelo não é exatamente um assunto que eu domino: ¯\_(ツ)_/¯

"Em inglês, low pode ser traduzido como “pouco” e poo é “shampoo”. Assim, o que essas duas palavrinhas estão descrevendo é uma técnica que visa diminuir o uso de shampoo. Mas não é só isso, nessa técnica o shampoo comum é substituído pelo shampoo sem sulfato. Eis o porquê: os sulfatos são utilizados para realizar uma limpeza profunda dos fios e podem causar ressecamento e perda da oleosidade natural. Assim, a ideia do low poo é garantir uma limpeza adequada e a hidratação dos fios. "

No No Poo, uma técnica similar, exclui-se definitivamente o uso de shampoo (não, galera, shampoo não é a única maneira de limpar os fios), mas no Low Poo o uso desse produto é permitido, apenas com algumas restrições. Não se deve usar nenhum dos compostos químicos listados abaixo na lavagem dos cabelos, nem no shampoo, nem no condicionador (que se torna uma espécie de super estrela dos dois processos), nem no creme de pentear, nem na máscara, nem em nada. Você pode fazer co-wash (lavagem apenas com condicionador, usado especialmente no No Poo), mas é preciso usar shampoo pelo menos uma vez na semana, para evitar o acumulo de resíduos.

É bom para quem está começando, porque não é um choque tão grande na rotina. Além disso, os produtos Low Poo não vão fazer tanta espuma quanto os convencionais, mas isso é normal também: ao contrário do que muita gente pensa, espuma não é sinônimo de limpeza e hidratação.

no-low-poo2.1
Fonte da imagem

Não lembro de quando ouvi falar do Low Poo pela primeira vez, porém, desde então, procuro saber mais sobre a técnica em blogs, por experiências de amigos (alô Sandra) e em grupos de Facebook. O grupo SOS! Cabelos me ajudou bastante a tirar minhas dúvidas, além de ter sido uma ótima fonte de indicação de produtos para usar. Descobri que tem muita coisa baratinha! A internet está cheia de receitas caseiras e sugestões de produtos que você não daria nada por eles, mas que são, na verdade, maravilhosos para o cabelo. 

No entanto, é preciso ser cauteloso, porque nenhum método é universal. O que deu certo para o meu cabelo, por exemplo, pode não dar certo para o seu. Isso é perfeitamente comum. Conheço pessoas (inclusive eu mesma) que se deram super bem com o Low Poo, e outras que não gostaram muito. É bem popular entre as mulheres de cabelo cacheado, porque liberta os fios e ajuda a dar definição. No meu caso, deu até uma controlada no volume, sem precisar que meus cachos perdessem a forma para isso. Mas, é claro, não se restringe a esse tipo de cabelo, sendo usado por pessoas de madeixas lisas também.

Infelizmente, não achei uma foto boa minha em março, antes do processo, para fazer a comparação, mas relatei durante o mês de abril inteiro a minha experiência com o Low Poo. Em alguns momentos deu super certo, em outros, eu quis desistir, mas me sinto feliz por ter persistido pois eu acho que o resultado está valendo a pena. O que posso dizer é que eu sempre tive problemas com oleosidade, porque ela se concentra no couro cabeludo e os meus fios ficam muito ressecados. Além disso, como estou em transição capilar, meu cabelo ainda está definindo uma forma, então ele é bem difícil de cuidar mesmo. Agora ele está bem mais comportado, definido e hidratado, o que não significa que não hajam Bad Hair Days, porém, certamente, os dias felizes se multiplicaram. 

Todos os produtos para cabelos que achei aqui em casa. Mais da metade não serviu para o Low Poo.

  Abril do Low Poo  

Fui às compras e, com menos de 30 reais, comprei os produtinhos de uma das marcas mais indicadas para o processo, Yamasterol. De início, eu lavei os cabelos pela última vez com um shampoo com sulfatos e sem petrolatos (avon advance techniques) conforme o indicado antes de começar o Low Poo. Logo em seguida, tive a primeira grande ideia. Achei uma receita fácil na internet, de mel e banana, e resolvi tentar como forma de começar essa nova fase. Era apenas uma mistura de banana madura - muito bem - triturada e amassada com mel, ou seja, não tinha muito o que dar errado. Hahaha.

Passei a banana no liquidificador, como o sugerido, e misturei no mel. Olhei aquela pasta que tinha se formado e me senti meio mal desde ali, prevendo o desastre que aconteceria a seguir. Lavei com o shampoo Yamasterol, limpei, tirei o excesso de água, e comecei a passar o creme no cabelo, meio desconfortável. Os dez minutos em que ele ficou no meu cabelo foram torturantes, garanto que o cheiro de mel nunca mais será o mesmo para mim; porém, nada se compara com os minutos posteriores, quando tentei tirá-lo do cabelo e simplesmente não saia. É isso mesmo.

Dezenas de pedacinhos de banana ficaram impregnados nos meus fios desde a raiz. Precisei de muito esforço braçal com um pente, uns vinte minutos com o chuveiro ligado com força e muito, mas muito condicionador até garantir que todos os resquícios de banana tinham saído do meu cabelo. Ainda bem que resisti ao impulso de sentar e chorar, ao invés de tentar resolver o problema, porque foi exatamente o que me deu vontade de fazer. Depois que acabei, não aguentei nem limpar a sujeira que ficou no banheiro de tão traumatizada que eu estava. Sobrou para o meu pai a tarefa, e para a mim a neura por uns três dias de que meu cabelo ainda tinha cheiro de mel.

Na lavagem seguinte, eu quebrei o cronograma capilar que pensei em iniciar, porque o creme que eu tinha da Avon liberado era de reconstrução, mas eu realmente precisava usar um produto familiar para me sentir melhor daquela vez. Deu tudo certo. Eu fiz umas duas lavagens com shampoo e condicionador Yamasterol, além de uma com o condicionador da Avon. Deu para perceber que eu uso muito Avon né? Porque já testei produtos bem caros, mas dessa marca meu cabelo nunca abusa. Ainda bem, porque minha mãe é revendedora e eu nem preciso sair de casa para comprar ~risos~.

Meu cabelo estava ótimo. Um pouco pesado, mas isso é bom no meu caso, porque ajuda a baixar o volume. Comprei o famoso Bepantol e testei usá-lo nessa receita após prometer a mim mesma que nunca mais usaria nada sólido no meu cabelo. Era apenas Bepantol, creme, Yamasterol Amarelo e azeite de oliva, um item que eu já usava para cuidar dos meus fios ressecados. Deu certo, meu cabelo ficou mais leve (ganhou mais volume, mas tudo bem), brilhoso e macio. Além de não ter ficado nenhum cheiro forte.

Continuei seguindo o mesmo esquema pelas semanas seguintes e ainda repeti a hidratação anterior (sendo que o resultado foi melhor da primeira vez). Na última semana, eu cortei meu cabelo. Quem está em fase de transição capilar sabe o quanto é bom ver aqueles fios de progressiva indo embora e restando apenas os cachos naturais. Saiu a parte que embaraçava toda, ficava seca e me dava mais trabalho. Meu cabelo ficou curto, um pouco abaixo dos ombros e eu percebi que os dois anos que passei tentando ter cabelo longo foram em vão, porque nesse calor e esses fios rebeldes, eu definitivamente fico bem melhor com esse corte.

O momento em que tive mais certeza de que o processo estava dando certo, no entanto, foi quando cheguei em casa depois de uma festa e me olhei no espelho. Eu tinha passado a noite toda dançando e estava muito calor, eu tinha certeza de que meu cabelo estava um caos. Mas, para minha surpresa, ele estava m a r a v i l h o s o. Ok, eu estava meio descabelada, mas nada comparado ao de costume. Foi muito bom perceber que meu cabelo estava hidratado o suficiente para não se deixar abalar por qualquer coisa. 

  Conclusões  

Vou continuar utilizando a técnica, porque realmente observei resultados positivos. Porém, vou procurar produtos específicos para não ter que ficar dependendo de receitinhas. É um pouco complicado seguir uma técnica assim quando não se tem muito tempo ou disposição para cuidar do cabelo, então talvez essa seja uma das minhas maiores dificuldades. Quanto ao preço dos produtos, como eu já destaquei, vale super a pena. Boa parte é barato e, de acordo com sua versatilidade, pode durar muito. O obstáculo, novamente, é o tempo e a disposição. Mas se você concordar que é válido usar uns minutinhos da sua semana pelo bem do seu cabelo, certamente você não se arrependerá de utilizar o Low Poo. 

Ah, devo repetir que essa técnica não funciona para todo mundo. Nada funciona para todo mundo, não é mesmo? Algumas pessoas, por motivos diversos, se sentem melhor com técnicas tradicionais de tratamento. Deu certo para mim, mas não tão certo quanto deu para conhecidas minhas. Da mesma forma que não deu nada certo para outras garotas que conheço. Cada cabelo é individual e o seu bem-estar não depende só de shampoo, condicionador ou creme, há muitos detalhes envolvidos. Então, se for tentar o Low Poo ou qualquer outra técnica, é bom ter isso em mente!

  Links úteis  


  Pedido  

Você tem alguma experiência com Low/No poo para compartilhar? Deixe nos comentários 

Postado por: Ana Letícia 

Posts relacionados

0 comentários