Diário de viagem - Guaramiranga/CE

18:31


Depois de séculos sem publicar um post sequer, depois de umas três semanas desde que eu voltei de viagem, finalmente vou falar sobre como foi o feriadão em Guaramiranga! Ainda quero escrever sobre essas pausas prolongadas no blog, não para me justificar, mas para falar o quanto eu me sinto mal com isso. Não é nem pelos (poucos) leitores fieis que nós temos, é pela falta que a escrita faz na minha vida. E, olha, ela realmente não tem estado presente. Mas, enfim, é assunto para outro momento. 

Para começo de conversa, eu nem queria ir à Guaramiranga. Eu estava muito ocupada com diversos compromissos que assumi e tudo que eu queria era passar quatro dias relaxando, no entanto, viajei já na quinta-feira de madrugada para o interior do Ceará, sendo que no dia anterior eu tinha chegado de 22h em casa. Foi uma longa e cansativa viagem de ônibus. Eu gripei nessa madrugada e estava mal de verdade, com muita dor de garganta. Nós paramos em um lugar religioso em Quixadá para almoçar, uma comida bem simples e gostosa, e para assistir à missa numa igreja muito bonita. De lá, fomos para o nosso destino final, chegando já ao entardecer. 

O grupo da excurssão era formado basicamente de gente da terceira idade. Para chegar ao hotel, que é um ex-convento, foi preciso subir uma ladeira muito desgastante pra idosos carregando malas, e para mim, que mal conseguia me manter viva com aquela gripe. Sabíamos que Guaramiranga era uma cidade muito aconchegante, com pouco mais de 1000 habitantes (sim, só isso), mas ninguém estava disposto a explorá-la naquela noite depois de subir a ladeira. Ao invés disso, jantamos no hotel mesmo e, por algum motivo, muitas pessoas do nosso grupo tiveram problemas intestinais durante a madrugada. 

O segundo dia foi basicamente morto para mim. Fiquei no quarto do hotel tentando me manter viva e estudando, enquanto parte do grupo saiu para um passeio. Lá havia um jardim belíssimo no qual eu tirei muitas fotos, editadas com carinho no VSCO e presentes nesse post. Fiquei encantada também com a estrutura do lugar, porque realmente lembrava aqueles conventos que a gente vê em filmes e novelas, para onde mocinhas são levadas para longe de seus amores. Tirando, é claro, os bebedores que haviam nos corredores e as diversas placas que lembravam os hospedes de se hidratarem (educativos mesmo, hein?).

O terceiro foi o melhor. Nós fizemos um passeio até um mosteiro dos Jesuítas, que tinha um jardim bem bonito também (religiosos gostam de jardins, ou é impressão minha?), e concluímos conhecendo uma cachoeira. Porém, há um detalhe: eram mais de 300 degraus entre a pista e a cachoeira! Vários idosos não desceram, e muitos outros fizeram o percurso de ida e volta com dificuldade. Eu desci, é claro, e gostei bastante, mas tive a estúpida ideia de subir correndo e cheguei ao fim da escadaria sem fôlego. Só não sei como algumas pessoas conseguiram entrar na água, que possivelmente estava super gelada. Além disso, pela falta de chuvas na região, a famosa cachoeira não passava de uma tímida queda d'água. 

À noite, assim como no dia anterior, demos um passeio nas duas pracinhas que formam o centro da pequena cidade. Guaramiranga tem becos com lojas super interessantes, uma parte gastronômica variada e muita cultura. Achei loja de discos, de roupas indianas, muitos produtos de Star Wars (ok, isso tem em todo lugar), assisti a apresentações culturais e ainda me acabei no chocolate. Tudo isso com uma temperatura maravilhosa em torno de 20°c, o que, para quem é natural da Cidade do Sol (Natal-RN), é bem frio sim!

O quarto dia foi todo na estrada. Cheguei em casa por volta das 19h, cansada fisicamente, psicologicamente e socialmente (faziam dias que eu não tinha um bom momento sozinha para recarregar as energias). Foi bem legal, massss, se eu tivesse escolha, não passaria 10h dentro de um ônibus para conhecer essa cidade. Guaramiranga é ótimo, mas nem tanto. Portanto, sinceramente, as fotos são o maior bônus que tirei dessa viagem. 



















Postado por: Ana Letícia 

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