Diário de viagem (parte 03) - Park Güell

15:55

eu e as flores do Park Güeller

Aqui estão minhas impressões sobre Espanha e Portugal. Não espere posts cheios de informações úteis para você, são meros relatos sentimentais sobre uma experiência marcante. Mas, por sorte, aposto que você pode encontrar uma ou outra informação útil por aqui <3

Estou no meio do oceano atlântico agora e tem uma criança chorando aos berros no avião. São 21h no horário de Natal e 00h no de Portugal, com o qual estou mais familiarizada no momento. Queria conseguir dormir, mas está impossível. O celular vai descarregar em não muito tempo, então é melhor eu escrever rápido. Eu me conheço bem o bastante para saber que ficarei com preguiça quando chegar no Brasil (e fiquei mesmo).

~mas terminando de editar e completar o texto semanas depois~
Saímos às 10h do nosso apartamento na Sagrada Família e caminhamos pelas belas ruas de Barcelona uns dois quilômetros e meio até o parque Güell. É, eu andei bastante nessa viagem, e minha bota nem era tão confortável assim. Tinha um tênis também, mas ele não coube na bagagem limitada para Barcelona e eu acabei nem usando. Adiantando, saibam que viajar, especialmente para cantos frios, exige sempre menos roupas do que se pensa. Eu levei roupas demais, especialmente casacos e cachecóis, mas usei praticamente os mesmos todos os dias. #ficaadica

O parque que visitamos tinha uma parte paga, mas ficamos só na gratuita. Eram jardins belíssimos, projetados por Gaudí, os quais pertenceram uma uma rica família e hoje são abertos ao público. Oferece uma bela visão da cidade, mas o dia estava nublado e não era bom para tirar fotos. Subi até uma cruz lá no alto, onde tinha um cara muito bizarro tocando violão em troca de alguns centavos de euro e estava muitíssimo frio. Pelo menos encontrei belas flores e uma vista incrível da região pelo caminho, além de comprar algumas bugigangas legais nos camelôs. 

flores

Queria poder dizer mais a respeito do parque, porém, infelizmente, tinham muitos turistas e não quisemos gastar nossos preciosos euros e nossa limitada paciência para entrar na área paga, onde havia um museu e algumas lojas. No entanto, só o passeio até lá e conhecer por dentro já valeu super a pena. É um passeio que indico e, se alguém conhecer a parte que não tive oportunidade, por favor me conte como é, porque fiquei bastante curiosa. 

Depois disso, descemos para algumas lojinhas por perto. A primeira que se encontra é de suvenires, na qual, se me lembro bem, o lojista ficou me elogiando (Deus sabe por que e com qual intimidade). A segunda é bem mais cara e tem aparência de ser oficial, conta até com uma exposição em vídeo sobre Gaudí e há uma estátua dele lá dentro. Há também uma maquete com a estrutura da parte central do parque e produtos com preços de arder os olhos de tão salgados. Acabamos ficando só nos suvenires mesmo, onde comprei leques para minha mãe e quase derrubei alguns itens com a minha bolsa (sem querer, ok?). 

Esse foi o dia que tivemos o melhor almoço, na minha opinião. Já eram mais de 15h, porque lá se almoça tarde, já que amanhece lá pras 9h, porém, já estávamos passando um pouquinho da hora. Meu primo deu uma olhada no Google Maps para ver os bons restaurantes por perto, mas não estávamos com sorte, porque estavam todos fechados. Até que resolvemos entrar em um lugar numa esquina qualquer cuja cozinha para almoço já estava perto de fechar, mas que estava quentinho e parecia ser bom. Era mesmo, decisão acertada. Eu não lembro ao certo o que comi nesse dia, mas sei que era gostoso, porque saí bem satisfeita. 

À noite ainda dei um passeio pela feira natalina que estava acontecendo em frente à Sagrada Família e comprei papais noéis para minha mãe, porque ela adora. Tem que fazer um agrado né? Ela pagou a viagem, afinal. Comprei também pisca-piscas em formato de bolinha para usar como decoração no meu quarto e fiquei tentada a gastar algum dinheiro em doces, mas me contive. Nós jantamos no apartamento mesmo, fiz uma chamada de vídeo no Hangouts com Xia pra falar do dia e mostrar como era tudo por lá (enquanto meus parentes ouviam a minha conversa com meu namorado) e fui dormir bem morta de cansada. 

minha família tomando café da manhã

Só esqueci de mencionar que, no dia anterior, depois de nos organizarmos no apartamento, tivemos que desbravar a cidade sozinhos e sem mapa (eu e meus tios, nenhum dos quatro sendo falantes muito bons de espanhol ou castelhano), porque meu tio quebrou o dente comendo um pão (?) na Espanha e marcou uma consulta no dentista através do seguro de viagem. Compramos os bilhetes do metrô e eu usei esse meio de transporte pela primeira vez na vida. Foi bem legal e fácil, adorei estar num transporte público que funciona devidamente e não tem manchas de sujeira por toda parte. Porém, assim que descemos na estação, eu me atrapalhei um pouco em que direção devíamos pegar e acabei fazendo com que nós andássemos por ruelas esquisitas e fôssemos parar em uma avenida aleatória que não sabíamos aonde era. 

Perguntamos a uma porção de pessoas, mas ninguém sabia informar nada de útil para nós. Gente de cidade grande não é muita amistosa, sabe? Por sorte, acabamos saindo na estação de metrô por onde chegamos e, assim que eu entendi como funcionava a indicação das ruas por lá (algo muito simples, aliás), consegui encontrar o caminho certo. Meu tio chegou a tempo para nossa consulta, e eu fiquei feliz por ter salvado o dia (depois de quase estraga-lo). 

No final da avenida por onde viemos ficava a Praça da Espanha, um lugar bem bonito com vários monumentos em volta. Por perto, há um shopping onde antigamente costumava funcionar uma arena de touradas. Agora é um centro comercial relativamentre pequeno (para eles, porque pra mim que estou acostumada com shoppings da proporção do Midway Mall, era até grande) e com uma vista de 360° da cidade, a qual eu gostaria de ter apreciado de dia também. Na área mais alta do prédio, onde há essa vista, existem restaurantes chiques por toda parte, e eu imagino que seja um ótimo lugar para levar alguém em ocasiões especiais. Mas nós comemos lá embaixo mesmo, na praça de alimentação, um chocolate quente e croissant, no meu caso. Foi o suficiente para me deixar feliz e satisfeita. 

Por enquanto é só, para, como eu disse, não tornar os posts longos demais. A viagem não está nem na metade ainda e eu tenho muito o que contar, então, por favor amigos, não me deixem desanimar sobre escrever esses relatos!


  • Cada um comprou um cartãozinho de 9,90 euros para andar do metrô pelos quatro dias, o que equivale a 10 passagens, e foi o suficiente para nós. É válido para qualquer linha, exceto a do aeroporto, que exige um cartão especial na entrada e na saída. 
  • Existem placas de metrô por toda parte, e as estações são ótimas para se localizar na cidade. Pelo menos para mim funcionou, e foi assim que me salvei por lá.
  • Choveu nesse dia, e tivemos que comprar capas de chuva bem fraquinhas aos vendedores ambulantes no parque. Minha dica é: levem guarda-chuva para a Europa, pelo menos para Portugal e Espanha nessa época do ano. 

eu e tia zélia, que é muito parecida com a minha mãe

queria imitar a pose do cara mas tive vergonha

nas ramblas de barcelona

imitando fotos de ingrid

o que a bravo está perdendo 


Postado por: Ana Letícia 

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