2017.1

12:34



Dois mil e dezessete. Dezoito anos de idade na cara. Talvez não na cara, já que eu continuo com o rosto e tamanho de alguém de no máximo 15/16 anos. Mas, enfim, 18. A correria que veio acompanhar 2017 trouxe junto uma porção de afastamentos. E algo que me entristece profundamente é estar afastada do CDG. Estar distante do blog, já há mais de um ano, é como estar distante de mim mesma. Hoje, finalmente tendo um tempo, vim me refugiar nesse canto que há tanto tempo me conforta, e aqui decidi contar um pouquinho de como os últimos quatro meses foram.

Esse não tem sido um ano fácil, como eu já previ que não seria. Capaz que esteja sendo um pouquinho mais difícil do que eu esperava? Sim, mas eu meio que já tinha pensado nessa possibilidade também. Por conta de toda essa previsão, nas férias, em dezembro/janeiro, tirei todo o proveito possível. Vivi tão intensamente que por vezes me faltou ar. Amei e desamei, abracei e disse adeus, dancei e chorei, reencontrei. As cidades, os amigos, os amores, os parentes, minha avózinha, a quem abracei tanto. Quanta gratidão por ter tido essa oportunidade de juntar essa porção de lembraças que tanto me sustenta em dias ruins!

Janeiro trouxe mais um aniversário. E foi só isso mesmo: mais um. Desde bem nova ouvia que fazer 18 anos não muda nada de verdade. E não mudou muito, se você quer saber. Não comecei a autoescola, não uso a ID para beber loucamente, não saí de casa e fui morar sozinha. Fiz tatuagem! E levei minha mãe junto, em parte por ela ser minha maior parceira, em parte porque eu ainda preciso sim, de sentir que tenho a aprovação/permissão dela em praticamente tudo na vida. 

Penso no blog, e isso me leva diretamente para a Bárbara de 13 anos. Talvez a decepcionasse um pouco por ainda não estar na faculdade e nem dividindo um apartamento com Ana e Tuane - mas nem ela acreditava muito que já estaríamos assim. De fato, me afastar do blog, da vida social, das minhas leituras e de tantas outras coisas a entristeceria quase tanto quanto me entristece, mas sei que ela entenderia. Eu entendo. Sinto que a orgulharia muito por estar estudando com tanto gosto, por ter objetivos tão claros e por ser mais justa comigo mesma.

Sobre tatuagem! São duas, infinitamente importantes para mim. Uma no braço, outra na costela. Ambas, homenageando e marcando, no sentido literal, os meus avós paternos na construção de quem eu sou. Ana escreveu em um post bastante sobre o processo em si. Não tenho muito a tirar ou a acrescentar, acho que a maior diferença foi que eu, na verdade, passei por um período muito curto entre procurar o tatuador e fazer as tatuagens, e senti bem pouca dor, por serem desenhos apenas de linhas, e pequenos. 

A minha rotina de estudos tem sido a atriz principal da minha vida este ano. O meu cursinho me surpreendeu muito. O procurei, evidentemente, por ter tido boas referências. Porém a excelência que encontrei lá foi inesperada. Confesso que ainda não me encontrei dentro do meu cotidiano e isso me atrapalha bastante. Mas, aos poucos, me acerto e sigo. Frequentemente faço planejamentos semanais, busco socorro nos conselhos do meu Diretor, corro pros amorosos braços das CDG's, peço colo para minha mãe, xingo no twitter, ligo para minha avó, desabafo no meu querido grupo de apoio tão querido, formado por outros estudantes que estão na mesma labuta que eu. Gosto de pensar que tenho feito o que posso para merecer. Tenho tentado dar meu máximo, chegar ao meu limite, e não ultrapassá-lo. Talvez isso me deixe para trás dos que estudam 18h/dia e resolvem 500 exercícios por semana. Paciência. 

Não assisti todos os filmes da lista que postei há alguns meses. Não transformei em palavras todos os textos que fiz em meu coração. Não fiz todas as receitas que salvei e prometi ao menos tentar. Não lavei a louça toda vez que vi a pilha crescer e soube que devia me mexer. Não faço exercícios físicos, como planejei e gostaria de estar fazendo. Não li ainda nenhum livro indicado pelo professor de biologia ao longo de 2016, e nem nenhum dos que me chamaram das prateleiras das livrarias. Não assisti todos os filmes lançados que queria. Nem terminei de assistir aos indicados do Oscar. Não consegui ser a super-Babi que risca todos os itens da To Do List. Mas ainda tô de pé, e aos poucos, me realizo. 

Muita gratidão por cada acontecimento e cada personagem da minha vida ao longo desse tempo. Dos 18 anos (querendo ou não, é um ciclo que se completou) e dos primeiros meses deste ano. Venho sempre que puder. Quando não puder, o coração continuará aqui, nutrindo cada sonho da menina de 13 anos convidada para compartilhar suas palavras. 

Vale aqui um parágrafo para agradecer especialmente a/ao Pudim, que sempre que me arranca um sorriso com sua existência, faz-me lembrar da existência dessa menina. <3 

O reencontro mais esperado de cada ano

elenco malhação de 2017

a virada de ano que você mais respeita

um tico de amor familiar

dezoito anos


Postado por: Bárbara Andrade

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