Em um ano difícil... Lá vai música

13:31


ESSE POST FOI ESCRITO HÁ ALGUNS MESES MAS ANA NÃO LEMBRAVA DE COLOCAR PARA PUBLICAR ENTÃO FOI SE ACUMULANDO NA CAIXA DE RASCUNHOS E É ISTO

Eu ia fazer uma lista de músicas, mas acho que desisti no meio do caminho. Acho que percebi que a única música que me faz pensar: "Bem, ne tudo está perdido", nesse ano insano, é essa. Eu esbarrei com essa música tem alguns meses, mas essa semana Louisa Johnson postou a versão acústica no canal dela, que eu achei bem mais legal que a original. Mas, além de indicar uma música (muito legal, escutem) eu vim dizer como ela se aplica ao temido ano de ENEM. Sinceramente: Estamos em junho, faltam alguns meses pra essa prova, muita matéria ainda para ser vista, muitas noites de estudo para serem vividas e eu já não aguento mais. E acima de tudo: Eu me sinto fraca, por não conseguir virar horas estudando, por não absorver certos conteúdos, por não estar em dia com 100% das matérias, por certos dias ter que priorizar algumas coisas e as vezes simplesmente não dar tempo.

Acho que o mais difícil desse ano é: Aceitar que somos falhos e que esses erros são parte de nós e de nosso aprendizado. Eu sempre achei que era muito fácil falar, e realmente é. Tomar uma atitude e mudar todo uma concepção social é terrivelmente difícil, principalmente esse ano, onde tudo parece incrivelmente distante e impossível. Mas um segredo: Nada é irrealizável, tudo pode acontecer, só ter força de vontade, claro que a mudança não vem de um dia pro outro, as vezes podem demorar semanas, meses ou anos. Mas o importante é nunca desistir. 

É sobre isso que a múcica fala. Não sobre matéria atrasada ou pânico do futuro. Mas sobre fraqueza. Sobre admitir nossas limitações e aceita-las, acolhe-las. O autor da letra foi muito inteligente em dizer que não há nada de errado em ser fraco, em falhar. Muitas vezes gostamos e sentimos um prazer momentâneo quando caímos. Como exemplo aquele dia que eu simplesmente estava estressada demais pra estudar e decidir ignorar a matéria atrasada e ver vários episódios de uma das minhas séries preferidas, logo após eu me senti péssima, apesar de saber que não renderia nada naquele dia de estudo em particular. Apesar de ter ciência que minha "falha" foi completamente justificável e deixou de ser um erro por isso eu fiquei desapontada comigo mesma, o que foi incrivelmente errado.

Nesse ano, o que eu mais vejo é nossos ombros cobertos em um peso impossível de carregar sozinhos, mas ainda sim, somos orgulhosos demais ou nos cobramos demais pra desabar as vezes. Mas erramos, falhamos, somos fracos, e, sinceramente, eu amo quando caio. Eu amo a sensação de me sentir normal de novo em meio esse ano caótico. Eu posso ceder fácil em alguns momentos, mas é normal, e, as vezes, é necessário. Em muitos momentos tudo que precisamos é desabar, cair, chorar, quebrar, partir. E, quer saber? Não há nada de errado nisso. 

Por Tuane Peres

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