Séries: MindHunter

13:33


MindHunter, uma das séries lançadas recentemente pela Neflix. Roteiro baseado no livro de mesmo nome, escrito por John E. Douglas, um ex agente do FBI, relatando sore seus mais famosos casos. A série apresenta o mapeamento de personalidades que, mais tardar, seriam chamadas de serial killers, sobre traços de traumas do passado os quais contribuíram para seus crimes e características em comum e divergentes de outros criminosos. Tal pesquisa feita com o intuito de prever onde e quando tais crimes aconteceriam e diminuir a taxa de homicídios.

A série acompanha dois agentes federais, focados no comportamento e psicologia dos criminosos, Holden Ford (Jonathan Groff, Glee) e Bill Tench (Holt McCallany), acompanhados por uma psicóloga experiente e profissional, Dra. Wendy Carr (Anna Torv, Fringe). O trio estuda o comportamento dos criminosos através de entrevistas com esses nas prisões do USA e analisando as declarações dadas pelos assassinos as reorganizando e tentando achar um padrão.

A série MindHunter, ao contrário das demais séries policiais, não foca em um caso por episódio, por vezes demorando até três capítulos para chegar a uma resposta final. Também não se apoia em apelos visuais como sangue ou imagens chocantes, trazendo apenas o necessário pala ilustrar seus casos e abalar com situações e diálogos impactantes. O show sempre lembra o público, de maneira sutil, que a importância do que eles fazem é provar, para o FBI e a sociedade, que sempre há mais por trás dos assassinatos, eles são circunstanciais.

Ao contrário do visual o roteiro e as situações problemas abordam de forma comovente e por vezes perturbadora, sendo difícil de maratornar por sua esfera tensa. A história vai além de uma dupla com um policial bom e o outro mal, se aprofundando nas personalidade e prolemas pessoais dos agentes causando um misto de sentimentos entre compaixão e raiva para com a situações problema abordadas no roteiro intenso. A direção precisa de David Fincher - responsável por quatro episódios e definição do estilo da série - deixa rastros de lentidão, porém sem ser monótono e prende o espectador a história, deixando ganchos interessantes.

Para deixar tudo mais interessante e complexo acompanhamos histórias reais de assassinos reais enquanto os agentes viajam pelos Estados Unidos em sua pesquisa. Muitos desses responsáveis por inúmeros feminicídios marcantes na vida real e momentos tensos no show. A complexidade da construção desses personagens reais deixa o clima pesado e interessante, provocando curiosidade e tensão no público. Um desses, Jerry Brudos, resposável por uma situação entre Ford e sua namorada que, pessoalmente, me fez parar de assistir o sétimo episódio nessa cena específica, cerca de três vezes.

As problemáticas levantadas por MindHunter são levantadas de forma sucinta e solucionadas de forma lenta e gradual, deixando alguns ganchos para uma temporada futura, já confirmada pela Neflix. A série tem seus méritos como show e, como diversas outras, seus problemas de rítmo e roteiro. Contudo, tudo é superado pelo envolvimento com os personagens e a construção perfeita dos mesmos, humanizando-os de maneira perfeita, abordando seus problemas de maneira que o espectador se identifique e questione a sanidade até mesmo dos policiais. São dez episódios bem dirigidos e envolventes que trazem a Netflix uma ótima obra audiovisual.

Postado por: Tuane Peres

Posts relacionados

0 comentários