Ninguém me pediu para escolher

21:48

silhouette of man illustration
Photo by Ben Sweet on Unsplash

Pouco me agrada esta insistência dos meus pensamentos em te visitar. Constantemente. Incansavelmente. Sonhadoramente. Batalho com minha mente para ocupar-nos com algo além de... Nós? Me assusta perceber de repente que há horas devaneava sobre isso de "nós", o  que é pouco mais que uma ideia.

Receios acompanham o saudosismo que é sinônimo de você agora. Receio do reencontro. Receio do rumo disso tudo. Receio de que a minha vontade de te contar todas as coisas seja recebida pelo seu ouvir com pouco ou nenhum interesse. Receio do teu estranhamento ao meu impulso de contigo ser apenas verdade.

Pureza. Um eu bruto. Sem máscaras. Não que não haja nervosismo, o acelerar da minha pulsação quando se aproximou ontem é a incontestável e fisiológica prova do efeito que você tem em mim. Taquicardia, rubor facial, calor. Só de te ver de longe. 

Acima do medo, anseio por tudo isso. Por você. Por essa sua energia doce. A gratidão pela tua existência e por ser parte da construção dela é absoluta. Como tu, tudo isso é bom. Invariavelmente bom. Queria eu poder cada vez mais me envolver e te ter por aqui. Eu sei, ninguém me pediu para escolher. Mas quando eu vi... Já escolhi você. 


Publicado por Bárbara Andrade

Posts relacionados

0 comentários