Diário de viagem: Ibirapuera e Av. Paulista

22:32


Dando seguimento à série de posts sobre a viagem a São Paulo, hoje eu conheci o Ibirapuera e alguns pontos da Av. Paulista. Foi um dia bem rico do ponto de vista arquitetônico e eu mal vejo a hora de desenhar os lugares que conheci no meu novo caderno de desenhos  Porém, farei em Natal apenas. Apesar de estar bem relaxada aqui, ainda preciso começar a adiantar alguns trabalhos da faculdade ou eu sairei do carnaval direto para o inferno :(

Começamos o passeio pelo Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Sumaré, porque minha mãe e minha tia são devotas. No entanto, errei >de novo< a localização no Uber (hihi) e fomos parar na estação de metrô, a quase um quilômetro da igreja (mas foi tranquilo andar até lá depois). Felizmente havia uma feirinha bem na frente, onde eu fiz algumas fotos e mamãe comprou frutas para lanchar.

Depois, fomos para o Ibirapuera. Chegamos pelo portão 1 por volta das 10h da manhã. Havia bastante gente circulando, porém, menos do que em dias de movimentação comum. Fotografei o auditório projetado por Niemeyer por fora, pois estava fechado à visitação. Também concebido por este famoso arquiteto e igualmente sem atividades, a Oca é uma edificação de geometria simples e atrativa para os olhos. Trata-se de um pavilhão que abriga grandes exposições, não havendo nenhuma no momento, acredito.

Seguindo pela Marquise (que faz parte do complexo arquitetônico), chegamos ao Museu de Arte Moderna de São Paulo, gratuito aos domingo. Segundo o Wikipédia, a edificação foi "inserida no conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer em 1954 e reformado por Lina Bo Bardi em 1982 para abrigar o museu", mas sua história remota a Semana de Arte Moderna de 1922. O fechamento de vidro cria um diálogo entre a exposição no interior e o paisagismo do parque, enriquecendo ainda mais a experiência no interior. A exposição atual é uma mostra de arte contemporânea feita por artistas brasileiros e discute a produção da brasilidade. Minha instalação preferida foi a das palmeiras... elas estavam todas inclinas para o lado oposto de um ventilador ligado, era como estar mesmo na praia sentindo a brisa.

Tentamos visitar o Museu de Arte Contemporânea, mas não o encontramos. O Pavilhão das Culturas Brasileiras e o Museu Afro Brasil não estavam funcionando. Entramos no Pavilhão Japonês. O jardim é encantador e a exposição foi muito interessante para mim, porque paguei uma matéria sobre arte no extremo oriente semestre passado e as peças expostas eram como as que vi em sala de aula. Infelizmente, não podiam ser fotografadas. Eram porcelanas delicadas, peças de madeira, máscaras, armaduras... Além disso, havia um um lago de carpas possível de visitar pelo andar de cima.

Caminhamos mais um pouco pelo parque, mas como não haviam muitas atrações abertas, realmente encerramos nosso passeio ao meio-dia. Retornamos para a Av. Paulista e resolvemos almoçar no shopping, por ser mais barato. Depois, caminhamos até o Centro Cultural FIESP, com uma parada na livraria Cultura do Conjunto Nacional, encantadora e a maior que já visitei. Aliás, o Conjunto Nacional foi o primeiro shopping center da América Latina e é um clássico da arquitetura - pretendo explorá-lo mais amanhã. Já na FIESP, minha tia queria tirar foto em frente ao sapo deles, mas quando expliquei o background da história, ela desistiu rs. Lá dentro, visitei uma exposição de arte que não entendi NADA e uma de fotografia com fotos de barcos abandonados em fendas de terra onde outrora haviam rios. 

Então, começamos a correr para o hotel, pois o céu trovoava raivoso. Paramos para tomar um café na Starbucks, porque somos bestas e não tem essa franquia em Natal ainda. Aqui há uma unidade em cada esquina. Guardei o copo para usar de porta-lápis. De volta ao hotel, esperei anos o meu amigo vir deixar um livro que comprei na internet e mandei deixar na casa dele............. Mas tudo bem, economizei fortunas em frete e ele foi muito gentil em vir me entregar. Trata-se de um livro de mais de 1100 páginas sobre história da arte! E a melhor parte é que custou apenas 50 reais no sebo. 

Finalizamos a noite em um restaurante indiano. Eu realmente gosto de comer em locais diferentes quando viajo, odeio refeições em shopping, mas meus familiares parecem preferir algo mais clássico. Eu comi deliciosas samosas vegetarianas, com um molho de manga, outro de tamarindo e um terceiro de hortelã. As samosas eram super condimentadas, mas os molhos quebravam a ardência. Gostei muito, apesar de não estar com o paladar acostumado, porque cozinhei samosas para o jantar da disciplina que comentei acima, sobre arte no extremo oriental. No encerramento das aulas, cada grupo cozinhou comidas típicas de um país, eu fiz samosas. Ficaram incríveis, porém, nada comparado às originais hehe. Minha tia e meus pais não curtiram muito, decidindo comer no hotel depois...

Agora, estou reunindo disposição para fazer um trabalho. Torçam por mim e aguardem o post de amanhã! A programação ainda está indefinida, mas provavelmente irei a algum bloquinho  Será o carnaval paulista animado mesmo? Descobriremos :)

cheia de pose na exposição

MASP

Conjunto Nacional

Av. Paulista

Ibirapuera

maluca




Auditório do Ibirapuera

Santuário


feira no Sumaré


samosas

Livraria Cultura

pavilhão japonês


pavilhão das culturas brasileiras - abandonado 

MAM

minha instalação preferida

Oca

detalhe que achei curioso na igreja

órgão



Publicado por Ana Letícia Dantas

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