Retrospectiva de 2019

21:40

Imagem de aesthetic, blue, and indie

É meado de dezembro e os blogs que acompanho estão fazendo retrospectiva do ano. Não estava na minha mente fazer uma retrospectiva do meu, especialmente porque 2019 foi difícil e eu não estava conseguindo pensar em nada de bom que eu tenha feito. Autossabotagem é uma companhia constante. Porém, hoje, na minha penúltima sessão de terapia (em 2020, receberei alta), minha psicóloga entregou um papel com as metas que tracei em dezembro passado e tinha esquecido. Foi inevitável sorrir quando percebi que a maioria dos objetivos tinham sido alcançados. Por isso, resolvi criar uma lista para 2020 também e seguir acompanhando, além de anotar tudo de legal que eu fizer, mesmo que mínimo, para chegar ao final com aquela sensação de orgulho de si. As metas eram:

  • Beber mais água (ainda não bebo o suficiente, mas certamente aumentei MUITO o consumo)
  • Fazer uma nova tatuagem (fiz, e sou apaixonada)
  • Vestir minha saia de margaridas (na época, eu estava pesando mais do que costumava pesar, e viria a engordar mais ainda em 2019, mas no último semestre perdi bastante gordura e voltei a caber em algumas roupas. O ganho de peso se deu ao longo dos anos por processos de estresse e ansiedade. O emagrecimento veio apenas quando melhorei minha relação com a comida, parei de descontar sempre meus sentimentos na alimentação e diminui minhas cobranças. Decidi apenas viver bem. Mês passado vesti a saia de margaridas e ela coube. Fui a um festival de música usando ela e me senti incrível)
  • Me divertir (tinha acabado de terminar um namoro de dois anos e precisava me conhecer melhor, me divertir sozinha. Com certeza atingi esse objetivo, porque fui a várias festas legais, saí muito com meus amigos e estive em dois festivais de música)
  • Viajar a São Paulo (eu já tinha a viagem programada para o carnaval. Foi fantástica)
  • Dirigir sozinha e sem medo (demorei um bom tempo para me sentir bem dirigindo, foi um processo traumático, mas agora está tudo bem. Ainda me sinto nervosa às vezes, porém já dirijo sem grandes problemas)
  • Me amar muito (ainda não atingir esse nível de amor próprio, mas melhorei minha relação comigo mesma)
  • Ler um livro por mês (não consegui)
  • Estudar e trabalhar muito, mas sem me sobrecarregar (realmente trabalhei muito, mas me sobrecarreguei num nível que, em determinado período, tinha crises de ansiedade todos os dias e fui obrigada a parar...)
  • Dançar mais (meta simples que me trás alegria. De fato, dancei mais em 2019)
  • Ir até Pipa de bicicleta (eu estava numa vibe ciclista na época, mas já passou. Talvez volte, mas por enquanto sigo longe desse objetivo)
  • Cozinhar mais (não foi em 2019 que me tornei mais íntima do fogão)

Relembrei também o processo seletivo do primeiro semestre na Edifique Jr que eu organizei com Clary e Nesi e nós arrasamos. Sinto orgulho do nosso trabalho. Além disso, realizei alguns projetos pela EJ que ficaram bem legais, como o layout do escritório de uma empresa cujos clientes nos deram nota dez. Fui apoio na semana acadêmica e meu grupo ficou em terceiro lugar num concurso de ideias para a preservação do Hotel Internacional Reis Magos. Apesar de todos os problemas e dilemas acadêmicos/profissionais que vivenciei esse ano, aprendi muito e minha cabeça em relação ao curso expandiu demais.

Me aproximei mais de mim mesma, comecei a usar mais roupas que eu gosto, melhorei meus hábitos de saúde, me desfiz de algumas amarras e me entreguei a novas experiências. Vivenciei um término pela primeira vez, mas acredito que lidei de uma forma não-destrutiva para os dois e atualmente estamos bem. Reavaliei as pessoas que eu quero na minha vida, fortaleci laços com quem realmente importa e deixei de lado quem não me fazia bem. Acredito que, no geral, minha relação com as outras pessoas melhorou muito, porque minha relação comigo mesma também melhorou. 

Fiz uma nova lista para 2020. Algumas metas são novas, outras são tentativas do que não fiz em 2019 ou apenas continuações. O importante é que acredito serem realistas e estou estabelecendo as prioridades. Eu estava desanimada para o ano que vem, sem muitas perspectivas porque não estava conseguindo enxergar o lado positivo do que está terminando. Mas percebi que cresci bastante e não posso parar agora, devo continuar essa jornada. 

Racionalmente falando, nada muda no ano novo. É apenas um símbolo. No entanto, como eu já comentei por aqui, esses símbolos e ritos são muito significativos para mim. EU SEI que a década só termina no final de 2020, mas no coração de todo mundo, termina agora. Foram dez anos bastante conturbados porque foram os anos da minha adolescência, então eu vivenciei todo os redemoinhos que a explosão de hormônios junto à imaturidade podem oferecer. Apesar disso, posso dizer que aproveitei bem essa época, fiz amigos incríveis, tenho memórias fantásticas e me tornei alguém que a Ana Letícia de 10 anos admiraria. 

Estou curiosa pra saber as impressões da Ana Letícia de 30 anos, no final da próxima década. Confesso que espero ter conquistado algumas coisas, mas entendo se não for possível. Espero ter me formado, quem sabe entrado numa pós graduação, mas definitivamente estar trabalhando em algo que eu gosto. Seria legal já ter morado em outros lugares, explorado o Brasil e o mundo, sozinha ou acompanhada, casada talvez. Quero ter lançado um livro. Quero fazer meus pais felizes. Quero ser uma daquelas mulheres inspiradoras pelas quais as pessoas sentem admiração. E, por fim, quero ser grata a eu mesma de agora por estar usando protetor solar todos os dias. Ei, Ana de 2030, eu estou trabalhando por nós, ok? E estou indo muito bem.

Publicado por Ana Letícia Dantas

Posts relacionados

0 comentários