Minha newsletter, Turning Red e o que andei escrevendo

14:16

Photo by NASA on Unsplash

Antes de mais nada, queria dizer que estou escrevendo uma newsletter e essa está sendo uma experiência bem legal. Até o momento, me sinto mais compromissada em escrever devido ao formato: os textos chegam diretamente na caixa de e-mail das pessoas e são lidos a qualquer momento, quando for confortável. Achei que talvez escrevesse menos para o blog por isso, mas o efeito contrário tem acontecido: quanto mais eu escrevo, mais tenho vontade de escrever! A ideia é deixar a newsletter para um exercício de escrita com planejamento melhor, uma revisão mais aguçada e temas que eu acredito serem de interesse geral. Para o blog eu pretendo conservar esse papel de diário eletrônico da minha vida. Caso deseje receber minha newsletter, é só se inscrever aqui (também é possível clicar para ler o que já saiu).

Bom, minha semana foi meio morna a maior parte do tempo. Faz duas semanas que meu namorado viajou a trabalho e a saudade inevitavelmente deixa meus dias mais opacos. Mas a arte, como sempre, desempenhou a função de abrilhantar os meus dias e eu cheguei a esse sábado muito mais inspirada. Começou com Turning Red, que assisti quinta-feira depois de esperar alguns dias para ver com as minhas amigas, desistir e resolver ver sozinha. Não vou entrar em detalhes porque não quero dar spoiler, mas achei sensacional que as protagonistas sejam meninas adolescentes bem diferentes umas das outras e ajam de forma fiel a um grupo de garotas de treze anos. Foi nostálgico, ainda que elas tenham 13 em 2022 e eu, em 2012, porque algumas coisas nunca mudam: fanatismo por cantores pop, primeiras paixonites, mudanças corporais e um pouco de rebeldia. Queria traçar alguns paralelos também entre minha adolescência e os conflitos familiares do filme, mas evitarei para caso alguém da minha família venha a ler esse texto um dia rs. Traumas à parte, eu tenho adorado essas histórias da Pixar focadas no desenvolvimento pessoal que acontece quando a gente começa a deixar de ser criança. 

A programação da sexta-feira foi a primeira aula de uma oficina de escita criativa que resolvi me inscrever para fortalecer o hábito. Comecei bem travada, ansiosa. Minha amiga disse que deu para perceber na câmera e na voz que eu estava "coisadinha", um nome bem fofo para EM PÂNICO. Mas logo me senti mais à vontade, sabe? Principalmente quando entendi que o objetivo da oficina era mais ouvir e aprender uns com os outros do que eu mesma fazer um trabalho incrível. Apesar disso, acredito que vai ser um grande desafio contra minha autossabotagem. 

Em primeiro lugar, eu tenho muita vergonha de ler algo que escrevi para os outros, e as dinâmicas do curso são justamente escrever textos curtos a partir de gatilhos, compartilhar com os demais e tecer comentários. Segundo que todo mundo lá, ou quase todo mundo pelo menos, tem uma trajetória bem mais longa que a minha escrevendo, então é desafiador não me permitir fazer comparações injustas entre as minhas habilidades e as deles. Por fim, eu sempre acho que não está bom o suficiente, ou que as pessoas não vão gostar de mim. E essas coisas são sim prováveis de acontecer, está tudo bem. O que preciso é aprender a lidar com o não agradar os outros e com a possibilidade de estar errada. 

Próxima semana começam minhas aulas presenciais na faculdade depois de dois anos de ensino remoto. Eu estou super empolgada, como se estivesse voltando à escola depois de longas férias, porém preocupada com o novo ritmo ao qual vou precisar me acostumar. Espero, no entanto, que o tempo não me engula e eu consiga continuar colocando paravrinhas no papel, digo, no editor de textos online. Provavelmente voltarei com mais comentários sobre filmes infantojuvenis e impressões das minhas aulas. Até lá, acompanhe a newsletter, cujos os emails são enviados todo domingo <3

um panorama de como ficou meu caderno depois da aula. é, a foto ficou feia porque resolvi desfocar, releve


Postado por Ana Letícia Dantas

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